
Na semana passada eu comprei dois estojos - um de canetinhas com carimbos na ponta e outro de carimbos - em uma dessas lojas populares que vendem quase tudo a R$1,99. Os produtos, claro, vêm quase todos da China e estão longe do conceito de consumo consciente e da não-massificação. Mas eu achei que eles são legais e tive vontade de comprar. A questão é: até que ponto isso é puro consumismo?

A pergunta é mais difícil de responder do que parece. A princípio, eu não resisti ao apelo e acabei comprando itens de qualidade duvidosa e que não são de primeira necessidade. Ok. Mas quem não faz isso, uma hora ou outra? Além disso, eu uso canetinhas em muitos dos meus projetos craft (para desenhar o que vou bordar, por exemplo) e os carimbos têm tudo a ver com o BananaCraft, já que são de macaquinhos.

As canetinhas funcionam perfeitamente, embora os carimbos que elas têm nas pontas não sejam um primor de eficiência. Às vezes eles funcionam, às vezes fica tudo borrado - como você pode ver na foto acima. Só que eu também não me sinto no direito de exigir demais deles, já que custaram menos de R$2,00.

Acho que a tendência é que a gente sempre exija menos dos produtos que custam muito barato, por uma questão básica de custo-benefício. O problema, eu acho, está quando a gente passa a só adquirir itens muito baratos, com qualidade reduzida. Nosso padrão de exigência acaba baixando e ficamos escravos do preço baixo, sem perceber que existem coisas muito mais importantes.
Comprar o que é feito a mão envolve padrões muito diferentes, porque há muito mais envolvido - não é uma simples transação comercial. A gente sabe que existe um ser humano no outro lado. Sabe que o produto foi feito com sentimento, de maneira única e diferenciada. Nesses casos, o preço não tem muita importância. O que conta é a emoção envolvida. E aí, não existe nacionalidade e nem concorrência, só duas pessoas se relacionando.
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