Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Confesso que não gosto muito dessas datas pré-estabelecidas, em que as pessoas e a impressa se sentem na obrigação de falar no assunto e depois esquecem, viram a página e partem para outra. Mas, tratando-se de meio ambiente, acho que vale a lembrança, mais para destacar que todos os 365 dias do ano devem ser de cuidados, preservação e respeito pelo mundo aí fora.

Sabe aquela história de que cada faz um pedacinho e no final foi feito um montão? Isso mesmo! O planeta sorri agradecido cada vez que não jogamos lixo no chão, que compramos produtos com o mínimo de embalagem possível, que não levamos mais uma sacola plástica pra casa, que consumimos de maneira consciente e racional...
Viciadas em comprar que me perdoem, mas não existe coisa mais antiquada do que comprar alucinadamente, pelo simples prazer de comprar. Cada vez que uma de nós faz isso, são saquinhos, adesivos, rótulos, grampos e mais uma série de coisinhas que vão para o lixo - sem contar no objeto da compra em si, que de supérfluo às vezes se perde na imensidão de tralhas que acumulamos e descartamos a cada ano.
Então, ao invés de só lembrar da data de hoje, eu proponho que a gente comece a colocar nossas idéias de boas moças em prática. Vamos comprar menos, jogar menos fora, reaproveitar mais, reciclar tudo que dá, reduzir o desperdício. De hoje até o ano que vem!

Para saber mais:
-Shop bag aqui no BananaCraft
-Reaproveitamento de caixas
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Quem recebe e envia muitas correspondências, como eu, sabe o quanto de papelão é desperdiçado a cada envio. Muita gente ainda tem o péssimo hábito de comprar uma caixa nova a cada encomenda que vai despachar, ao mesmo tempo em que joga no lixo as que recebe. Um desperdício e uma falta de consciência ambiental.


Aqui em casa, nós aprendemos a guardar as caixas boas que recebemos, para reenviar numa próxima vez. Por caixa boa entendemos todas aquelas que estão inteiras e fortes. Separamos um pote plástico para colocá-las dentro e vamos aproveitando, de acordo com o tamanho.

Hoje mesmo, aprontei três caixas para mandar para amigas. As três foram reutilizadas. Já faço isso há bastante tempo, mas lembrei de tocar no assunto aqui no BananaCraft quando recebi uma caixa reutilizada pela Ana Tuyama. Ela ainda escreveu: "Reciclar é preciso". Boa iniciativa, que se fosse adotada por mais gente ajudaria a deixar nosso mundo com menos lixos, mais árvores e menos poluição.

Na próxima vez que o carteiro bater na sua porta, lembre-se de não jogar a caixa fora. O meio ambiente agradece!
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Tal como Picasso - que é um mestre a quem a gente admira e nem de longe pode se comparar, crafters também têm seus períodos criativos que, muitas vezes, são ditados e marcados por cores. Dia desses, a Céres Torres, que é uma verdadeira artista dos papéis, tecidos e linhas, comentou que está na sua fase azul. Na hora, lembrei de Picasso, com seus períodos azul e rosa.

Eu, quando quero criar, começo invariavelmente pela cor. Quando os tons estão decididos, meio caminho já está andado. O resto vem naturalmente, e muitas vezes a cor influencia tudo. Sempre que vou fazer uma troquinha, um presente ou decorar minha própria casa, penso primeiro na cor.

Tenho uma tendência a optar sempre por vermelho, mas não é sempre que ele reina absoluto. Tem dias que prefiro azul, verde, marrom, bege... Acredito mesmo que todas as cores têm sua beleza, basta a gente estar com espírito para escutá-las e com ânimo para usá-las de forma agradável. Até mesmo o preto, triste e sizudo, tem lá o seu encanto, justamente na sua sobriedade.

No momento, estou me iniciando numa fase purple. Uma foto, olhada ao acaso, me despertou para esta cor em todas as suas nuances. Depois dela, nem eu mesma sei o que virá. Mas, com as cores, sempre é algo belo, divertido e interessante.
Para saber mais:
-Pablo Picasso
-Decor Amor
-Calendário
-Fitas
-Espelhos
-Goodies
-Flores de feltro
-Sock monkey
-The Kitty room
-Vaso
-Quarto
-
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Recebi o texto abaixo por e-mail da minha querida amiga Lu Gastal, gaúcha como eu. Me emocionei com as lembranças dela - que são tão parecidas com as minhas, apesar das diferenças - que pedi permissão para publicar aqui, para que vocês também possam ler esta preciosidade!
Hoje senti uma baita nostalgia. Logo cedo, levei minha Laurinha no aeroporto, pra curtir feriadão com a "best friend". Voltava pelo Eixão, avenida gigante que cruza Brasília de ponta a ponta... e lembrava de mim, na mesma idade!
O programa eram férias em Sinimbú, interior de Santa Cruz do Sul, interior do Rio Grande do Sul. Casa dos meus avós, Norma e Rodolfo. Detalhe, pra chegar lá, from Cachoeira do Sul, onde eu morava, pegávamos um ônibus até Santa Cruz, e a "baldeação", outro ônibus até Sinimbú, com "estrada de chão". Ônibus naquele estilo "coelho, galinha e papagaio". Todos levavam de tudo um pouco. E pinga-pinga, é claro, parando de porteira em porteira pro pessoal subir e descer.
A programação era com minhas irmãs, ou mais freqüentemente com minha também "best friend", a Joice, que há poucos meses teve a pequena Sofia... Mas voltando ao passado. Lá íamos nós, sem dia pra voltar! Sorrisos largos e cheias de recomendações, entre elas "obedeçam seus avós".
Casa de vô e vó é uma farra! A regra era comer tudo o que o vô colocasse na mesa (até bife de fígado... argh...), e lavar a louça depois do almoço... O resto era permitido. Proibição: no verão, tomar banho de rio sozinhas (era só atravessar a rua e lá estávamos naquela tentação). Mas pensando bem... realmente era muito perigoso.
Minha vó Norma era a responsável pelos doces, que com um forte sotaque alemão são até hoje pronunciados "tóces"! Deliciosos, calóricos e inesquecíveis. Hoje, já velhinha, ela prefere as cucas da padaria!!!!
O inverno era muito rigoroso. Nas tardes geladas com sol intenso, nos aventurávamos entre os morros que cercam a cidade... Sempre no cuidado de estarmos em casa antes do anoitecer. Não esquecendo que no sul, no inverno, anoitece muito cedo.
À noite, todos nos juntávamos na pequena sala de tv, e tentávamos assistir um rograma inteiro, missão impossível, pois meu vô - que já se foi - mudava compulsivamente os canais com o controle remoto. Aliás, controle remoto de tv é um objeto que os homens adoram dominar!!!!
Outro programa legal era bisbilhotar o sótão da casa, não sei por que, mas chamávamos de "trepatsema", uma interpretação infantil de algum nome em alemão que desconheço. Aquele era um mundo à parte... o balcão de costura do meu vô, que era alfaiate, o manequim dele, a máquina de costura. Camas, armários abarrotados de revistas e traquitandas, todas hoje divididas e residentes na casa de cada uma de nós (eu herdei o balcão de costura do vô).
É isso... o tempo passou. Cresci (e como...), minha vó tá velhinha. Meu vô querido morreu, e, como já contei, minha querida amiga Joice deu à luz a uma menina que ainda não tive a alegria de conhecer.
A cidade continua lá... linda, simples e gostosa. O alemão ainda é mais falado e ouvido pelas ruas do que o português. O frio já chegou esse ano, e minha saudade é imensa!
E os banhos de rio? ah, eles também continuam! No natal lá estive e comprovei que continuam deliciosos!
P.S. Uma das irmãs da Lu traduziu trepatsema:
trepa = escada
tsema = quarto
Texto: Lu Gastal
Foto: Lilian Kaempf
Leia a entrevista com a Lu Gastal aqui no BananaCraft.
Veja fotos de uma casa gaúcha de colonos alemães.
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Tá, fazer faxina é o ó de chato, mas pelo menos agora tem um incentivo politicamente correto: limpar a casa faz bem para a saúde do corpo e da mente. Pelo menos esta é a conclusão dos pesquisadores da University College. De acordo com a pesquisa inglesa, é preciso, no mínimo, 20 minutos de esforço para ter resultados práticos.
De acordo com o estudo, faxina, jardinagem, caminhada e esportes são as atividades que mais benefícios podem trazer para a saúde. Para chegar à estas conclusões, a equipe de pesquisadores entrevistou 20 mil pessoas. Os riscos de estresse, para quem pratica esportes, fica reduzido em 30%. Já para as divas domésticas o risco cai 20% - nada mau, levando-se em conta que ninguém escapa, uma hora ou outra, de uma limpezinha caseira.

O mais interessante é que não é só o corpitcho que sai lucrando. A cabeça também fica mais equilibrada quando o corpo está em ação. Na opinião dos pesquisadores ingleses, isso acontece porque o cérebro é um órgão que precisa de atividade tanto quanto o coração ou os pulmões. Pequenas quantidades de exercícios regulares só fazem bem, além de contribuírem para espantar a sujeira e a bagunça. Então, vai correndo pegar a vassoura, menina!
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Uma explosão de vermelho, porque vermelho faz bem para a alma. Duvida? Então começa a colocar mais esta cor na sua vida. Você vai ver como seus dias vão ficar mais emocionantes ;)
Aproveita que o final de semana está aí e escolhe o vermelho como tom para sábado e domingo. É uma brincadeira fácil: você só precisa escolher sempre vermelho. Que sapato vai usar? Vermelho. A blusa? Vermelha. A bolsa? Vermelha. Que cor de pimentão vai escolher na feira? Vermelho, claro! A flor para colocar no vaso, a escova de dentes nova, o pirulito... Não interessa o que você vai comprar, compre vermelho. Mas só durante dois dias. Depois, volta tudo ao normal, com todas as cores do arco-íris para deixar os dias mais democráticos.
- Grupo do Flickr para quem adora vermelho
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Eu conheço gente que odeia mudança, por causa do trabalho e da confusão que dá embalar tudo que se tem em casa, colocar num caminhão e levar para outro lugar. Eu sou das exceções, porque até gosto de mudança. Não que eu goste de tanto trabalho, mas sempre que eu me mudo, tenho mais facilidade para descartar tudo que não uso mais, consigo otimizar meus móveis e objetos e ainda sempre deixo tudo com visual novo e muito mais agradável.
Como estou me mudando (mais uma vez e espero que esta seja a última por um looooongo tempo), percebi que, mesmo com toda a minha experiência - estou na sexta mudança em 5 anos! - sempre tem algumas dicas que são úteis.
Providências que você precisa tomar antes:
- Trocar seu endereço de entrega das correspondências, jornais e revistas por assinatura.
- Tirar as contas de água, luz e telefone do débito em conta, para depois poder cancelar os serviços, quando já tiver mudado.
- Verificar se a nova casa está com as instalações de água, luz, gás e telefone em ordem. Se o imóvel nunca tiver sido usado, essas são providências obrigatórias, além de contatar as companhias para que o abastecimento seja iniciado.
- Em caso de mudança para outra cidade, é preciso verificar se a tensão de alimentação dos aparelhos eletrônicos é a mesma, para não correr o risco de seus aparelhos não funcionarem ou estragarem.
- Em caso de mudanças para condomínios, é preciso checar se existe horário estabelecido para que sua mudança seja feita. Alguns lugares têm regras bastante específicas quanto a isso. Também é bom conferir se existe uma entrada de serviço obrigatória, para dar o endereço correto ao motorista do caminhão.
- Ter à mão etiquetas e canetas de ponta bem grossa, para marcar as caixas. Assim você evita atropelos e não corre o risco de ter algum objeto quebrado por falta de aviso de que o conteúdo é frágil.
- Se for aproveitar cortinas, tapetes e almofadas, é uma boa idéia mandar lavá-los de antemão. Assim, quando chegar na casa nova, está tudo limpinho, pronto para ir para o lugar.
- O mesmo vale para edredons e cobertores. Caso eles continuem com você, mande para a lavanderia antes da mudança.
- Vá esvaziando a sua despensa. Quanto menos coisas para transportar, melhor. Ainda mais no caso de embalagens sensíveis e daqueles alimentos que precisam de refrigeração. O ideal é manter o básico do básico. O resto você volta a comprar depois que já estiver instalada.
- Se tem assinatura de TV, é preciso providenciar a instalação no novo lar. É bom não deixar para os últimos dias, senão pode demorar mais do que o planejado.
- Se for possível, vá levando para a nova casa tudo o que pode ser transportado no carro. Assim você diminui o trabalho no dia D e ainda garante que seus objetos mais queridos vão ser bem tratados.
- É importante conferir se a nova casa tem os interruptores de luz, as tomadas, as torneiras e outros pequenos detalhes, para evitar surpresas desagradáveis.
- Tudo aquilo que vai ser descartado, doado e jogado fora deve ir antes do dia da mudança. Assim você libera espaço e já adianta uma boa parte do trabalho.
- O ideal é deixar a geladeira desligada um dia antes, para que não tenha gelo e nem água na hora do transporte.
- Separar objetos de uso pessoal, medicamentos, documentos e chaves é imprescindível. Encontre um local de fácil acesso e que não vá atrapalhar na hora da mudança. A pior coisa é ter que abrir as caixas para procurar algo.
- Se você tem plantas, vai precisar pensar em como elas serão transportadas. Dentro do caminhão da mudança é uma péssima idéia, por causa do calor e do risco de quebrar. O ideal é levar no carro, bem acondicionadas.
- Saber quais caixas têm o que é uma ótima pedida. Se você mesma for embalar os objetos, cole em cada caixa uma etiqueta com a descrição do que tem dentro. Isso facilita o transporte e a organização depois.
- Se você vai embalar pessoalmente as suas coisas, uma boa idéia é coletar caixas de papelão em supermercados e lojas. Além de ser ecologicamente correto, garante que suas coisas serão bem tratadas.
Para o dia da mudança:
- Pedir para o zelador de cada prédio desobstruir as passagens, corredores, estacionamentos e entradas, para que seus móveis possam sair e entrar sem grandes transtornos.
- Planejar lanches e refeições é uma medida importante. Com certeza, não vai dar para usar a cozinha e é uma péssima idéia sair a esmo à procura de algo para matar a fome.
- Outra coisa que você não pode esquecer: é preciso ter lixeiras, papel higiênico e objetos de limpeza na casa nova. Não espere encontrar essas coisas no meio da bagunça do transporte.
- Seja pontual. Os profissionais contratos marcam horários e costumam cumpri-los. Você também precisa estar com tudo pronto no horário combinado.
- Amigos e parentes podem ser uma grande ajuda ou uma enorme atrapalhação. Só você pode saber se é uma boa chamá-los para auxiliar.
- Crianças e animais de estimação precisam de supervisão. Se não tiver ninguém disponível para tomar conta no local, deixe-os com parentes ou com babás contratadas.
E você, tem alguma dica legal sobre mudanças? Conta pra gente!
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Quem mora perto do equador não sente muito, mas quem mora mais ao sul, como eu, tem o privilégio de sentir as estações indo e vindo, com todas as mudanças. Nosso outono austral já começou, no dia 20 de março, e as folhas estão ficando secas e caindo, deixando tapetes crocantes nas ruas.

Tudo que remete ao outono é gostoso, acho que pela associação inevitável com os tons de terra que ele proporciona. E tons terrosos lembram chocolate, café... Além de combinarem com aconchego, casa aquecida e chuva lá fora. Tudo perfeito para finais de semana em que a gente não precisa, e nem quer, sair de casa.

Uma xícara de chá, um cobertor nos pés, um bom livro e uma tarde de outono. Combinação perfeita para curtir a passagem do tempo, longe de reclamações, correrias e confusões. Porque a estação mais romântica do ano pede que a gente esqueça o stress e não se preocupe além da conta.

Não tem coisa mais boba e sem sentido do que ficar reclamando do clima. Ele independe da nossa vontade e serve, justamente por isso, para nos lembrar a cada dia que não controlamos tudo, que o mundo gira, apesar dos nossos umbigos ego-inflados. Então vamos aproveitar, porque logo, logo é o inverno que vai estar batendo às nossas portas.

Para saber mais:
- O outono e as outras estações
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Às vezes, pequenas coisas podem se transformar em algo único, cheio de significado. Vou dar dois exemplos, de objetos que eu criei e customizei de maneira fácil e rápida: uma blusa e uma bolsa. Os personagens secundários desta história são uma toalha de mesa e uma grega, as duas antigas, já meio esquecidas.

A toalha de mesa era da minha avó e estava perdida entre as coisas dela que acabaram com a minha mãe. Quando vi, pensei: "Este tecido é ótimo para fazer uma bolsa". Bom, a bolsa está aí, feita de toalha de mesa, sim, senhora! Nada de complicado, nada que precise de grandes habilidades com a máquina de costura. Simplesmente dobrei o tecido ao meio (a toalha era pequena) e costurei as laterais. Escolhi um tecido estampado para o forro, enfeitei com fita xadrez de amarelo e branco, costurei umas alças largas (também enfeitadas com a fita) e coloquei um ímã para fechar. Se eu não tivesse máquina de costura, poderia ter feito do mesmo jeito - só ia levar mais tempo.

A blusa eu já tinha, mas raramente usava, sabe-se lá por quê. Mas quando estava olhando as minhas fitas, à procura de uma para colocar na bolsa, encontrei esta grega de flores, que minha mãe comprou quando eu era criança (sim, ela tem mais de 20 anos!) e não usou toda. Já faz algum tempo que ela veio para mim, mas eu ainda não tinha encontrado um uso. Mas aí lembrei da blusa branca, meio sem graça, e decidi juntar as duas. Gostei de como ficou: simples e com um ar de campo - cara de primavera, embora aqui seja outono agora.

Toda esta história é só para lembrar que uma idéia, meia dúzia de coisas que a gente tem em casa e um pouco de tempo podem fazer grandes transformações. Desde uma melhorada na blusa até uma mudança radical, de toalha à bolsa. O interessante é o que a gente pode fazer, quando tem disposição.
E aí? Se animou?
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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Como reclamei da falta de criatividade e de originalidade no post anterior, resolvi mostrar três exemplos de decoração de Páscoa que eu adorei. Esses fios de ovos na foto acima são simples, originais, bonitos e ainda trazem traços regionais, como a flor de marcela e a corda de sisal. (Impossível não olhar para os manequins de ferro, lindíssimos!)

A porta lateral da mesma loja, com duas guirlandas de ovos de cerâmica. De novo, algo simples, mas com um efeito surpreendente. A quantidade de ovos e os tons certamente foram decisivos para que elas ficassem tão bonitas.

Esta outra guirlanda estava na porta de uma loja de chocolates. Apesar de o coelho ser made in China, recebeu uma roupinha de cozinheiro. E as folhas de outono, típicas de Gramado, compõem a guirlanda, num efeito não só bonito como altamente significativo. Tenho certeza de que uma feira, artesã ou mesmo loja ou ateliê que vendesse objetos como esses, teria sucesso garantido. Eu gostaria de enfeitar minha casa com coisas interessantes como essas, e você?
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Quem produz produtos handmade costuma optar por feiras - além da web - para vender. Mas nem sempre é fácil acertar quais vão ser lucrativas e interessantes e quais acabam sendo uma furada. Minha experiência no assunto é apenas de consumidora, porque nunca participei de nenhum evento para vender o que faço. E é como consumidora que resolvi analisar a última feirinha que fui.

Em pleno feirado de Páscoa, numa cidade que tem tradição em chocolates e recebe centenas de turistas todos os dias, o Bazar de Páscoa de Gramado foi uma decepção. Além de ser bem simples, sem nada mais atraente nem na fachada nem no interior, os produtos também não ajudavam muito.

Quase tudo o que tinha à venda eram peças comuns, dessas que todo mundo faz, sem personalidade e sem nenhum diferencial. Só isso já é um fator decisivo para o sucesso de uma feira. Todo mundo está cansado de ver sempre as mesmas coisas. Quando um lugar aparenta ter só o comum, a gente acaba desistindo dele, sem nem se dar ao trabalho de procurar por algum achado.

Se o seu estande está perdido no meio de artesanatos feinhos e sem graça, sua feira vai ser um fracasso, mesmo que seus produtos sejam maravilhosos. Tudo porque as suas companhias não ajudam e uma tenda, sozinha, não consegue garantir um volume enorme de vendas. É preciso que o público seja grande e interessado para que os produtos sejam vendidos em quantidade.

Olhe para foto acima. Eu tenho certeza de que você já foi em dezenas de feiras exatamente iguais, com o mesmo tipo de coisas. É esse lugar-comum que afasta os possíveis compradores e faz com que os produtos acabem voltando para casa. Afinal, ninguém quer comprar o óbvio, o igual, o banal. Todo mundo busca o diferenciado, o especial, o único.

Como conseguir saber de antemão que uma feira vai ser uma roubada? O melhor é conversar com quem já expôs lá em outras edições, além de procurar saber exatamente quais estandes estarão expondo, com que tipo de produtos. Porque além de ser horrível ficar perdida num mar de banalidades, é igualmente muito ruim ter alguém vendendo a mesma coisa que você 20m adiante.

Como consumidora, eu procuro por feiras originais, que vendam produtos típicos da região, desenvolvido por artesãos locais, com materiais inusitados. Só que isso é raro. O normal são peças de madeira pintadas, bonecos de pano cujos moldes são retirados de revistas batidíssimas e preços fora da realidade. Uma pena, porque existem tantas pessoas de talento, que acabam se deixando levar por comodidades e falta de visão. Por isso, fica a dica: preste atenção não só na qualidade do seu produto, mas também na qualidade dos lugares que você escolhe para vendê-los. Isso pode fazer toda a diferença.
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Sábado, 22 de Março de 2008

Quando era criança, eu a-do-ra-va Páscoa! Não tanto pelos chocolates, que eu comia sempre, mas pelo clima de festa. Pintar as cascas de ovos, colar glitter, encher com amendoim doce que eu ajudava minha mãe a fazer... Tudo era festa. Sem contar na semana seguinte, na escola, a competição velada para ver quem tinha ganhado mais ovinhos, ovos e ovões.
Naquele tempo tudo era mais simples, não tinha esta profusão de marcas, tipos e modelos de chocolate que tem hoje. Era ao leite, meio amargo, branco e com flocos de arroz. E os clássicos Prestígio, Toblerone, Sensação, bombom Sonho de Valsa, bombom Amor Carioca, bombom Ouro Branco... Sem falar nos coelhos de chocolate (olha na foto aí de cima que você vai ver quantos tinha nas minhas cestas!) e nos ovos de açúcar, lembra?
Ô saudade boa! E para quem ficou curiosa: esta na foto sou eu, em 1981, exibindo orgulhosa meus presentes de Páscoa. Sim, eu comia todos estes chocolates. Minha única concessão era das os bombons recheados com frutas (argh!) para o meu pai. O resto eu ia lentamente deliciando - sempre durava mais de um mês, hehehe.
E você? Tem fotos das Páscoas da sua infância? Mostra pra gente!
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Outro dia eu ouvi uma menininha perguntando: "Tia, onde você vai festejar a Sexta-feira Santa?" Não sei quanto a você, mas eu fico triste ao perceber que a maioria das crianças de hoje está perdendo grande parte do encanto pelas coisas simples da vida. E eu explico melhor.
A Páscoa era considerada a data mais importante do calendário religioso, porque simbolizava a morte e ressurreição de Jesus. O termo Páscoa vem do hebraico Pessach - passagem. Depois de compartilhar a última ceia com os seus discípulos, Jesus Cristo é traído por Judas Escariotes com um beijo no rosto. em seguida, ele é preso, torturado, passa pelo calvário, morre na cruz.

Jesus morre na Sexta-feira Santa, ao menos simbolicamente. E é por isso que eu sinto tristeza ao ouvir uma criança de oito anos falando em festejar este dia. Não se comemora um dia de luto. O feriado de amanhã era um dia em que os cristãos iam à igreja, para "velar" a morte do seu maior ícone. Minha bisavó, que era filha de italianos e católica fervorosa, não varria a casa, não penteava o cabelo, não comia carne, não deixava ninguém ouvir música, não queria nem que as crianças brincassem... Era um dia de luto mesmo!

É claro que os tempos são outros. Eu entendo perfeitamente que a gente não precisa seguir os mesmos padrões e comportamentos, pode nem ser católico, mas não custa explicar para as crianças o que é a Páscoa. E, mais ainda, o que é a Sexta-feira Santa.

Não faz sentido comprar pilhas de presentes, entupir os pequenos de ovos de chocolate e não se dar ao trabalho de contar a história de Jesus. Mesmo quem não é católico pode reconhecer os exemplos que a mensagem cristã (não a da Igreja Católica Apostólica Romana) oferece. Pelo menos para não termos um monte de crianças sem cultura, festejando aquilo que nem sabem o que é.
Para saber mais:
- Páscoa
- O significado da Páscoa
- A data da Páscoa
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Terça-feira, 18 de Março de 2008

É difícil pensar em Páscoa sem pensar em presentes. Como se fosse obrigação, nesta época do ano, comprar chocolates para quem a gente gosta. É claro que todo mundo gosta de ganhar presentes, que chocolate é ótimo mesmo e que é legal esta confraternização. O problema é quando a gente se sente obrigado a consumir, até quando não vê muito sentido nisso.

Quem tem filhos, sobrinhos, afilhados, não escapa dos ovos de chocolate - embora existam inúmeras opções de presentes bacanas relacionados com a data, criança sempre espera um chocolatinho... Mas para mãe, tias, irmãos, avós, pai, marido, namorado e seja mais lá quem for, o presente de Páscoa pode até ser um problema.

Sempre tem aqueles que estão de regime, outros que são ranzinzas e reclamam de tudo o que ganham, outros que não dão a menor bola... Para esses, o melhor é optar por algo que tenha algum significado - melhor ainda se quem está dando também se identificar com o presente. O que não vale é comprar um pouco de chocolate apenas porque é Páscoa.

Claro que tem sempre aquelas pessoas que sempre nos dão presentes, que se preocupam em agradar e capricham até na embalagem (minhas pessoas preferidas, diga-se de passagem). Para essas, vai importar muito mais o amor que você colocar na intenção do que no presente em si. Aí o bom e super atual handmade é perfeito!

Pense nisso: nesta Páscoa, deixe o consumismo de fora e adote uma opção mais parecida com você. Claro que se a sua praia é comprar, comprar, comprar - aí não vai ter jeito. Mas para todas as outras, fica um conselho simples. Só compre se você realmente tem certeza de que o presenteado vai amar. Se não, deixa pra lá!
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Sábado, 8 de Março de 2008

O Dia Internacional da Mulher, hoje, 8 de março, merece ser especial, luxuoso, feminino, belo... Para entrar no clima, o BananaCraft relembra a Rainha Vitória do Reino Unido. Uma mulher que fez história, deu nome a uma era e influencia as nossas vidas até hoje, 107 anos depois da sua morte.

Por uma dessas sortes do destino, Alexandrina Vitória acabou virando rainha num mundo totalmente machista e patriarcal, graças à falta de herdeiros homens ao trono britânico. E foi justamente no reinado de Vitória que floresceu a cultura que hoje se convencionou chamar de Era Vitoriana.

Uma época em que o craft esteve totalmente em alta, muito por influência da própria Rainha, que tinha opiniões fortes e gostava de inovar. Só o fato de ser a soberana já era um acontecimento. Não bastasse, Vitória ainda pediu o futuro marido em casamento - e não porque fosse bom para os negócios, como era costume. Ela casou por amor, de véu e tudo. Aliás, foi ela quem lançou a moda do véu para as noivas. O luxo e o requinte são marcas registradas do período.

Ao mesmo tempo, os elementos usados pelos vitorianos são velhos conhecidos das crafters: fitas, galões, anjos, querubins, desenhos bonitos, estêncil, jóias (ou bijuterias), rendas, chapéus, penas, flores, bordados... Apesar de ser séria e formal, Vitória foi marcante, única e inesquecível, inclusive pelas modas que ditou.
É dela também o tradicional preto para tempos de luto. Quando seu amado marido Albert morreu, Vitória tornou-se mais fechada e triste e passou a usar o preto como demonstração do que sentia. O mundo inteiro copiou. As influências orientais também eram abundantes na época da Rainha, exatamente como hoje, em que a gente vive babando pelos estilos japoneses e chineses (não confunda com Made in China, por favor!).
A Rainha Vitória foi a figura a soberana de um período de prosperidade, de ecletismo e de exotismo. Qualidades que toda crafter moderna procura. Mesmo quem acha que o estilo vitoriano é over, de mau gosto ou antiquado, não pode negar que Vitória foi uma mulher marcante, original e inesquecível. E, não fosse por mais nada, só por isso já merecia uma homenagem no Dia da Mulher.
Porque ser mulher é muito mais do que ser feminista. Se na época da Rainha o papel da mulher na sociedade era outro, ninguém pode culpá-la. Podemos, e devemos, aproveitar tudo de bom que sua influência nos deixou. E parabéns, mulher!
Aproveite as imagens de inspiração vitoriana que ilustram este post para imprimir mini-cartões e uma decotape para as suas amigas!!!
Para saber mais:
- Vitória do Reino Unido na Wikipédia
- Era Vitoriana
- Links para sites vitorianos
- Veja como os contemporâneos da Rainha Vitória viviam
- Imagens vitorianas
- Coleção de cartões postais vitorianos
- Bonecas de papel vitorianas
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

O BananaCraft ainda é um blog bebê - mal completou dois meses de vida, mas existem vários blogs brasileiros sobre craft e DIY que já são veteranos. O mais interessante e antigo que eu conheço é o Tessituras, escrito pela Rosa. Ele está on-line desde 2005, já tem mais de 1 milhão de acessos (!) e tem tutoriais sobre tudo que a gente adora fazer: desde culinária até bonecas de papel... O primeiro blog a gente nunca esquece - mesmo quando é o primeiro que a gente leu sobre um assunto que adora.
Para saber mais:
- Tessituras
- Flickr do Tessituras
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Hoje de manhã, olhando as fotos da antenadíssima Gabi Mallaco, encontrei essa preciosidade: o livro Moda - Uma História Para Crianças. Com texto de Katia Canton e ilustrações maravilhosas de Luciana Schiller, a obra tirou segundo lugar na categoria infantil do Prêmio Jabuti 2005. Além de instrutivo, é lindo, com visual diferente, impresso a partir de um original todo feito a mão.
Para quem quer saber mais:
- Moda - uma história para crianças
- O livro no site da Editora Cosac Naif
- As fotos da Gabi Mallaco
- A entrevista da Gabi aqui no BananaCraft
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Terça-feira, 4 de Março de 2008

O sistema de procura do Google é um dos mais eficientes, práticos e interessantes da web. Não é à toa que a empresa é uma gigante, líder absoluta. Mas às vezes, mesmo com todo o poder do Google, fica difícil de encontrar o que a gente está procurando. Existem algumas dicas básicas que podem ajudar muito na hora de achar a coisa certa.
Um exemplo bem simples: você está procurando por inspiração para fazer seus coelhos de Páscoa. Uma boa pedida é utilizar a procura por imagens do Google - se você procurar termos em inglês, normalmente vai encontrar com mais facilidade o que busca. Como procurar somente por imagens? Fácil, na página do Google você encontra essa opção bem em cima, no topo da página. Eu procurei por felt bunny e encontrei 169.000 imagens.
Para localizar o que você procura dentro de um determinado site também fica mais fácil se você fizer uma busca específica. Por exemplo, eu digitei felt bunny help site:www.marthastewart.com e consegui localizar coelhos no site da Martha Stewart. Com isso, consegui agilizar minha pesquisa, indo direto para páginas que eu sei que serão relevantes. Nessa busca, encontrei 26 resultados. Como é meio insano ficar olhando os 169.000 resultados da pesquisa por imagem, às vezes uma busca mais refinada ajuda e muito para a gente não perder tempo.
O Google ainda oferece opções de busca em cache (aquelas páginas que você viu um dia e que agora não estão mais no site, embora ainda estejam armazenadas), por links para determinadas páginas, por páginas similares - as opções são bem variadas. Vale a pena conhecer um pouco mais do que o Google oferece, para otimizar seu tempo e descobrir coisas interessantes.
Para saber mais:
- Advanced Google Search
- Google Images
Marcadores: Google, search, thinkabout
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Uma das coisas mais bacanas da web é o fato de cada um decidir em que hora vai ler seus blogs preferidos ou quando vai pesquisar aquilo que lhe interessa ou onde vai passar seus 15 minutos de folga. Você decide seus interesses e o momento em que vai ler, assistir, comentar, postar...
Essa liberdade toda acaba com aquele conceito horroroso de audiência que a TV nos impôs. Graças a Deus, a internet não é televisão. Aqui, a gente não precisa ficar disputando o espaço com ninguém - porque ele é imenso, totalmente variado e absurdamente acessível.
Você, leitora do BananaCraft lê, também, dezenas de outros blogs e sites por aí. Eu, que escrevo aqui, também leio dezenas de outros escritos web afora. Isso faz com que nós sejamos mais críticas, mais bem informadas, mais ecléticas, mais divertidas, mais cultas, mais atualizadas e mais antenadas do que nós seríamos se passássemos nosso tempo na frente da TV.
Não que a televisão seja horrível, condenável, execrável (tá, às vezes ela é tudo isso). Ao contrário, a internet é que tem a incrível capacidade de permitir que milhões de pessoas cultivem seus interesses e passatempos todos juntos e ao mesmo tempo - sem que ninguém precise ser líder de audiência ou campeão de ibope.
Claro que todo blogueiro que ter leitores fiéis. Se ninguém ler, de que adianta escrever? Mas são tantas pessoas aqui, dispostas a passar alguns minutos por dia aprendendo, se divertindo, curtindo, que qualquer rivalidade entre blogs é sem sentido.
Nós, blogueiras e leitoras, temos mais é que nos unir, para que as coisas que a gente tanto gosta fiquem cada vez melhores e cada vez mais difundidas. Não interessa se é aqui no BananaCraft, ou no blog da Lalá, ou no da Lelé ou no da Lili, o que importa é que a gente sempre possa aprender mais, divulgar mais as coisas legais, conhecer mais gente a ver com a gente...
Por isso, meninas, vamos nos unir! Vamos "cultivar" os blogs, flickrs e sites umas das outras. Deixar comentários, visitar, linkar, citar, fazer com que eles floresçam! Claro que com todo respeito aos direitos de autor, sem cópias, sem apropriação indevida. Só com cooperação, consideração e atenção já estamos fazendo muito pela cauda longa da web.
Para incentivar, deixe um comentário abaixo com o link do seu blog, flickr ou site. Assim, as leitoras do BananaCraft podem te fazer uma visita e incentivar esta campanha de boa vizinhança.
- Para ler mais:
- A cauda longa
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

No Brasil, o Dia dos Namorados é comemorado em 12 de junho - um dia antes de Santo Antônio, o santo que, além de outras coisas, é casamenteiro. Mas nos Estados Unidos e na Europa, 14 de fevereiro é o dia dos enamorados, por causa do mártir cristão São Valentim. Como a gente adora o amor e os corações que tão bem o representam, hoje o dia é dedicado a eles.

E os corações estão por toda parte e podem ser usados em qualquer lugar. Duvida? Dá uma olhada nos links abaixo:
- feito com botões e com um background muito fofo!
- no colar, junto com os namorados
- bordados, com palavras carinhosas
- de crochê, como festão
- de feltro
- fazendo as vezes de cortina
- com carinha e braços (este tem até o tutorial)
- com pássaros, para pendurar
- renda de bilro
Depois de tanta inspiração, abra um espaço no corre-corre e passe algum tempo com quem você ama, sem fazer nada, só curtindo. Afinal, não é todo dia que a gente dedica ao amor.
Para saber mais sobre o Valentine's Day.
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Todo mundo que gosta de handmade acaba tendo um "estoque" enorme em casa, por conta de não poder ver algo interessante nos armarinhos, papelarias e lojas em geral. Acaba sempre comprando, porque sabe que um dia vai usar - mesmo que este dia esteja looonge...

Não é fácil resistir às tentações e, na maioria das vezes, a gente nem quer resistir mesmo. A diversão de fazer algo começa já na hora de comprar as pequenas coisas, como botões, fitas, adesivos, linhas, tecidos... Muitas vezes (como no caso dos adesivos da foto acima) eu nem sei o que vou fazer com o que estou comprando, mas quando vejo potencial, compro mesmo.

Eu sei que falando assim parece que o conceito de handmade fica um pouco distorcido, porque a gente acaba consumindo algo que é industrializado, sem personalidade e massificado. Só que pensei bastante sobre o assunto e cheguei à conclusão de tudo que é radical demais faz mal. Até mesmo uma idéia ótimo como a de diminuir o consumo e comprar concientemente pode trazer problemas.

A gente não pode exagerar - tipo comprar 50m de tecido e nunca costurar ou comprar 10 jogos de canetinhas e jamais usar nenhuma delas pra nada - mas também não pode ser radical e não comprar nada. O meio termo geralmente é mais saudável (para a mente e para o bolso, hehehe).

Sem contar que quando a gente compra demais, por puro impulso, acaba levando pra casa coisas que não precisa ou que já tem. O ideal é entrar na papelaria com uma determinada quantia em dinheiro e não gastar mais do que aquilo. Quanto a gente compra com o cartão, o risco de exagerar é sempre maior.

No caso de comprar pela web, o ideal é não comprar na primeira vez que vê. Vale a pena marcar como favorito e voltar dois dias depois para ver se era realmente interessante ou se você pode ficar sem aquilo. Na maioria das vezes, a gente desiste da compra, porque era só um impulso consumista mesmo.

Também é legal manter sempre em mente a filosofia do "use o que você já tem". Além de esvaziar seus armários e gavetas, ainda é uma boa maneira de refrear o ímpeto de comprar, comprar, comprar. Só não vale ficar radical. Comprar demais ou nunca comprar pode fazer mal pra sua cabeça e pro seu coração!
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A correria e a agitação fazem com que a gente acabe ficando meio mal-educado, deixando de lado coisas simples e tão necessárias como a gentileza. Gentileza de fazer um elogio, de dar a vez, de cumprimentar, de fazer que não notou, de deixar passar, de oferecer um mimo quando se faz uma visita.

Antigamente, as pessoas tinham o costume de levar uma sobremesa quando iam almoçar na casa de amigos ou de fazer um agradinho para a amiga. Hoje em dia, cada vez menos a gente vê cenas como essas. São atos simples, que não precisam de planejamento. Na verdade, o bom mesmo é quando as delicadezas partem do coração, espontâneas.

Pense sobre o assunto e quem sabe, na próxima visita para a sua mãe você não leva um coração de contas, como esse que o BananaCraft postou o tutorial?
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Quantas vezes você já ouviu que é "tudo uma questão de ponto de vista"? Milhares, é óbvio. Mas nem tudo o que está na nossa cara e é óbvio a gente assimila sempre, em todos os momentos. Quando se está planejando um craft novo, por exemplo, existem alguns tabus que vêm colados, não importa o quanto se queira ser alternativo.

Existem alguns materiais e algumas técnicas que sofrem preconceito, mesmo que involuntariamente. Ponto-cruz, cds, papel crepom - são só alguns exemplos que me vieram à mente agora. O ponto-cruz, coitado, está meio fora de moda por culpa dos patterns sem graça que andam por aí. Os cd's sempre lembram aqueles caminhões que a gente vê nas estradas brasileiras, com um monte de cd's colados no pára-brisa. E o papel crepom, para mim, que estudei em colégio de freiras, lembra uns babadinhos e umas flores muito infames que elas usavam para decorar os murais.

Talvez você tenha uma outra lista de materiais e técnicas malditas, talvez discorde totalmente das minhas percepções. O certo é que a gente precisa, de vez em quando, mudar de foco, tomar uma certa distância e se preparar para o novo. Porque fazer sempre as mesmas coisas é chato, entediante e repetitivo. E nós não somos máquinas. O que nos move é a capacidade de inovação, de recriar e reconstruir.
Marcadores: thinkabout
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

A idéia não é nova, mas vale ser lembrada. O kit engraçadinho com sementes de melão, abóbora ou tomate é irresistível e serve de ótimo incentivo para começar uma horta em casa. E não vem com essa de que mora em apartamento porque dá para plantar vários legumes, frutas e temperos em vasos. Claro que um kit como esse criado na Espanha por Marti Guixé deixa tudo mais divertido - e ecologicamente correto, porque é feito em látex biodegradável.
Mas se a idéia é só incentivar as pessoas a ter uma horta, um jardinzinho ou um modesto vaso que seja, uma boa pedida é comprar sementes, colocar numa embalagem handmade e presentear os amigos. Além de fazer um agrado bacana na hora de visitar as pessoas, você ainda está contribuindo para a qualidade do meio ambiente.
Para entrar de vez no clima, vale a pena aproveitar embalagens legais que você ia jogar fora - como vidros e garrafas, por exemplo - e acondicionar as sementes. Uma tag ou rótulo escrito a mão dão um toque de charme e exclusividade. Que tal escrever o nome de quem vai receber o presente junto com uma dedicatória e o passo-a-passo de como plantar?
Foto: Divulgação
Marcadores: craftroom, horta em casa, plant me, thinkabout
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Em plena segunda-feira de Carnaval, recebi um pacote recheado com dois livros. Nem lembrava mais que havia participado de uma promoção da revista Bons Fluidos, cujo prêmio eram justamente os dois livros que ganhei. Bastava responder "Qual a sua maior realização em 2007?" Para falar a verdade, nem lembro direito o que respondi. O fato é que ganhei! Não sou muito ligada em horóscopo, essas coisas, mas respeito a tradição chinesa e acho divertido encontrar semelhanças entre a minha personalidade e o que o meu signo diz que eu sou.
Um dos livros, que é o mais interessante dos dois, é justamente sobre 2008, o ano do rato para o horóscopo chinês. Segundo Neil Somerville, o autor de "Seu horóscopo chinês para 2008", o ano do rato é marcado pela inovação tecnológica e avanços nas áreas de comunicação e entretenimento. Nas palavras dele, "este não é um ano para ficar parado".
Uma lenda antiga conta que Buda convidou os animais para uma visita e o primeiro a chegar foi o rato. Por sua astúcia e ansiedade, ele não quer perder nada e está sempre em ritmo frenético. Seguindo essas características, 2008 deve ser cheio de energia, ação e empreendimento. Tomara!
Para comemorar o ano do rato:
- aprenda a fazer um rato em origami
- veja um molde para um rato de feltro e mais outros ratinhos
- desenhos de ratos para você copiar e fazer carimbos
- o livro que ganhei
- revista Bons Fluidos
Marcadores: 2008, ano do rato, craftroom, horóscopo chinês, thinkabout
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Na semana passada eu comprei dois estojos - um de canetinhas com carimbos na ponta e outro de carimbos - em uma dessas lojas populares que vendem quase tudo a R$1,99. Os produtos, claro, vêm quase todos da China e estão longe do conceito de consumo consciente e da não-massificação. Mas eu achei que eles são legais e tive vontade de comprar. A questão é: até que ponto isso é puro consumismo?

A pergunta é mais difícil de responder do que parece. A princípio, eu não resisti ao apelo e acabei comprando itens de qualidade duvidosa e que não são de primeira necessidade. Ok. Mas quem não faz isso, uma hora ou outra? Além disso, eu uso canetinhas em muitos dos meus projetos craft (para desenhar o que vou bordar, por exemplo) e os carimbos têm tudo a ver com o BananaCraft, já que são de macaquinhos.

As canetinhas funcionam perfeitamente, embora os carimbos que elas têm nas pontas não sejam um primor de eficiência. Às vezes eles funcionam, às vezes fica tudo borrado - como você pode ver na foto acima. Só que eu também não me sinto no direito de exigir demais deles, já que custaram menos de R$2,00.

Acho que a tendência é que a gente sempre exija menos dos produtos que custam muito barato, por uma questão básica de custo-benefício. O problema, eu acho, está quando a gente passa a só adquirir itens muito baratos, com qualidade reduzida. Nosso padrão de exigência acaba baixando e ficamos escravos do preço baixo, sem perceber que existem coisas muito mais importantes.
Comprar o que é feito a mão envolve padrões muito diferentes, porque há muito mais envolvido - não é uma simples transação comercial. A gente sabe que existe um ser humano no outro lado. Sabe que o produto foi feito com sentimento, de maneira única e diferenciada. Nesses casos, o preço não tem muita importância. O que conta é a emoção envolvida. E aí, não existe nacionalidade e nem concorrência, só duas pessoas se relacionando.
Marcadores: consumo, thinkabout, use
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

A economia do país tem um prejuízo enorme com tantos dias não úteis em fevereiro. Mas para pessoas como eu, que não curtem carnaval, os 4 (ou 5) dias são bem úteis. Este ano, por exemplo, aproveitei para dar uma organizada geral na casa. Troquei móveis, joguei muita coisa fora, guardei mais outras tantas - enfim, organização geral!

O bom de aproveitar feriados para isso é que são vários dias em que a gente não tem hora certa para nada, sem compromissos, sem nem ter de sair de casa. Isso ajuda muito, porque o serviço rende e rapidinho dá para ver os resultados.

É claro que não dá para fazer milagre. Se a gente bobeia, tira uma soneca depois do almoço ou sai para dar uma voltinha, lá se vai o dia. O bom mesmo é adotar o sistema de imersão. Você entra num quarto e só sai dele quando estiver tudo pronto.
Confesso que não estou conseguindo fazer ao pé da letra. Mas minha organização de feriado está quase pronta. Ainda tem a terça-feira, para organizar o guarda-roupa e o craft room (acho que vai faltar tempo!).
E você? Animada para começar a mandar a bagunça embora?
Marcadores: feriado, holliday, order, organização, thinkabout
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

A exposição na França é mais uma ode ao craft: carros de verdade costurados com agulha e linha gigantes. Ironias à parte, é legal ver que o mundo da costura está no imaginário das pessoas em geral, além de fazer parte da vida de apaixonadas como nós.

A exposição The Machine-Animals of Nantes também apresenta animais mecânicos gigantescos, com um visual bem bacana. Vale uma olhada no site!
Dark Roasted Blend
Fotos: Dark Roasted Blend
Marcadores: craft, sewing, thinkabout
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Viajar é uma das coisas mais gostosas da vida. Abre os horizontes, permite que a gente aprenda e conheça coisas novas, faz com que a gente encontre amigos, é bom para desestressar... O único problema é que não é fácil ter tempo e dinheiro para todas as viagens que sonhamos.

Para resolver um pouco dessa vontade frustrada de botar o pé na estrada, uma navegada pela web pode ser a solução. Ao viajar pelas fotos e histórias dos outros, você sempre tira uma casquinha. Pode não ser a mesma coisa do que estar lá ao vivo e a cores, mas também é de graça e não precisa de vôos, aeroportos lotados, hotéis, filas, ingressos...

Basta escolher o seu destino ou sair xeretando por aí a esmo. O resultado sempre é interessante!
Onde procurar:
Flickr
Google Images
Marcadores: thinkabout, travel, viagem
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Um mundo de coisas por descobrir - este é o espírito da obra desse francês que deu uma sacudida na literatura. Com histórias ingênuas e emocionantes, ele ignora o tempo e se mantém cada vez mais contemporâneo. E o mesmo se pode dizer de algumas edições de seus livros.

Seguindo a tendência de "explorar o desconhecido", as ilustrações e as capas são verdadeiras obras de arte a parte. O colorido das capas já dá uma idéia do que se esperar da história: cores primárias, sentimentos puros.

Tudo convida a viajar, se não em carne e osso, mas no papel, tendo como guia monsieur Verne. O que alguém pode pedir mais? Boa companhia, excelentes histórias, visual retrô. Tudo ao alcance da mão. Basta ir até um sebo ou procurar nas bibliotecas familiares.

Os meus vieram de sebos e agora enfeitam minha estante, além de serem uma bênção em dias cansados, quando quero esquecer da vida.
Para saber mais:
Julio Verne
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Esta é para resgatar a ingenuidade de cada um. Originalmente citado como um livro para crianças, O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry, é um ícone que trascendeu a rótulos. Além da beleza do texto, ele encanta pelos desenhos singelos, tímidos e recatados. Só de olhar para eles, a gente percebe que este é um livro de delicadezas.

Escrito por um aviador no tempo em que voar era algo romântico, aventureiro e heróico. Mas também um homem que pensava na natureza humana, que queria fazer mais do que passar em brancas nuvens, com o perdão do trocadilho.:) E o resultado são páginas e mais páginas de pura beleza - escrita e representada.

Quando estiver precisando de inspiração para um projeto craft (ou para vida), abra as páginas de O Pequeno Príncipe e respire fundo. Pode ter certeza de que ela virá.
Para saber mais:
-Antoine de Saint-Exupéry
- O pequeno príncipe
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