Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Quando eu era criança, tinha uma bota de plástico, da Melissa, para usar justamente nos dias de chuva. Ia para a escola de uniforme e bota. Adorava! (Principalmente para poder pisar nas poças de água, não ficar toda encharcada e não levar bronca quando chegasse em casa). Agora, com galochas de todos os tipos, estampas e modelos aparecendo por aí, fiquei mais do feliz! É um revival ainda mais divertido.


Minha galocha customizada (veja o link para o tutorial abaixo) está podendo sair pouco de casa. Apesar do frio, está chovendo pouco por aqui neste outono. Hoje de manhã, quando vi a chuva, fiquei desanimada como fico em todos os dias cinzas e chorosos. Mas aí me lembrei da minha galocha estrelada e lá fui eu, brincar nas aguinhas da sacada.

Quase voltei a ser criança!
Para saber mais:
-Galocha customizada aqui no BananaCraft
-Para comprar galochas coloridas
-Galochas e mais galochas
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Às vezes, pequenas coisas podem se transformar em algo único, cheio de significado. Vou dar dois exemplos, de objetos que eu criei e customizei de maneira fácil e rápida: uma blusa e uma bolsa. Os personagens secundários desta história são uma toalha de mesa e uma grega, as duas antigas, já meio esquecidas.

A toalha de mesa era da minha avó e estava perdida entre as coisas dela que acabaram com a minha mãe. Quando vi, pensei: "Este tecido é ótimo para fazer uma bolsa". Bom, a bolsa está aí, feita de toalha de mesa, sim, senhora! Nada de complicado, nada que precise de grandes habilidades com a máquina de costura. Simplesmente dobrei o tecido ao meio (a toalha era pequena) e costurei as laterais. Escolhi um tecido estampado para o forro, enfeitei com fita xadrez de amarelo e branco, costurei umas alças largas (também enfeitadas com a fita) e coloquei um ímã para fechar. Se eu não tivesse máquina de costura, poderia ter feito do mesmo jeito - só ia levar mais tempo.

A blusa eu já tinha, mas raramente usava, sabe-se lá por quê. Mas quando estava olhando as minhas fitas, à procura de uma para colocar na bolsa, encontrei esta grega de flores, que minha mãe comprou quando eu era criança (sim, ela tem mais de 20 anos!) e não usou toda. Já faz algum tempo que ela veio para mim, mas eu ainda não tinha encontrado um uso. Mas aí lembrei da blusa branca, meio sem graça, e decidi juntar as duas. Gostei de como ficou: simples e com um ar de campo - cara de primavera, embora aqui seja outono agora.

Toda esta história é só para lembrar que uma idéia, meia dúzia de coisas que a gente tem em casa e um pouco de tempo podem fazer grandes transformações. Desde uma melhorada na blusa até uma mudança radical, de toalha à bolsa. O interessante é o que a gente pode fazer, quando tem disposição.
E aí? Se animou?
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Customização, sabe-se lá por culpa de qual machismo bobo, acabou virando sinônimo de coisa de mulher. Poucas são as vezes que a gente vê por aí peças customizadas interessantes para homens. Pensando nisso e em como eles também gostam de ter roupas exclusivas, decidi dar uma melhorada no visual de uma jaqueta do meu marido.

Com etiquetas bordadas, destas compradas prontas em armarinhos, consegui deixar a jaqueta única. Todo o trabalho foi aplicar as etiquetas no bolso, na lapela do bolso e na manga.

Para não fugir do tema Exército do tecido camuflado e do modelo, costurei uma bandeira do Brasil, uma bem pequena do Rio Grande do Sul e uma insígnia. Nada muito escandaloso, nenhuma mudança radical - só mesmo uma personalizada.

Não é muito fácil encontrar temas mais masculinos nas lojas de aviamentos. A maioria dos itens são com temas de bebês, infantis ou de cozinha, mas procurando bem e usando a criatividade, dá para fazer milagres.

Aqui em casa o resultado foi aprovado. Pela minha experiência, vale a pena investir no universo masculino na hora de renovar o guarda-roupa. Inclusive para os homens mesmo.
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Como já é Páscoa, resolvi entrar no clima e aproveitei uns apliques de feltro com coelhinhos para fazer tic-tacs e grampos personalizados. Eles vão servir de presentinhos para umas amiguinhas que eu tenho, hehehe.

Com agulha, linha e apliques de feltro fica fácil transformar tic-tacs e grampos comuns. Basta costurar os apliques no tic-tac, tomando cuidado para deixar bem preso.

O resultado é divertido e simples. Dá até para desfazer a costura e trocar os apliques depois. Aí você fica com uma espécie de presilha temática, que troca de roupa nas datas especiais.

E este é o meu cabelo, posando pra foto. ;)
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Passeando à toa pela web, acabei encontrando uma matéria sobre como customizar uma galocha comum, destas de borracha. Como eu tinha uma em casa, fui correndo ver se funcionava. Gostei do resultado, mas não sei quanto tempo vai durar. (Receio de que a primeira chuva será decisiva, hehehe).
A idéia é a mais básica possível: colar adesivos de vinil na galocha. Eu tinha um montão de estrelas amarelas, que caíram como uma luva na galocha, por causa do solado da mesma cor. Comecei meio tímida, colando só em algumas partes. Mas fui gostando do resultado e acabei me empolgando. :D

Eu usei adesivos prontos, mas você pode fazer os seus. É só comprar vinil em metro ou papel contact, desenhar na parte de trás, recortar com a tesoura e colar. Claro que aí é melhor escolher desenhos maiores, para não ter um trabalhão maluco.

Para saber mais:
- A página da revista Manequim que me inspirou
- O livro que aparece nas fotos deste post: O homem que confundiu sua mulher com um chapéu
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O tema é antigo e há quem tem péssimas experiências para contar sobre o que aconteceu quando tentou tingir uma roupa. Mas eu já me aventurei duas vezes, com peças relativamente grandes, e estou bastante satisfeita com os resultados. Da primeira vez, tingi um casaco de veludo cotelê. Era verde, virou marrom. Agora, decidi deixar uma jaqueta jeans com cor de vinho.

Minha dica definitiva é: siga as instruções do rótulo! Se você fizer exatamente como diz ali, não tem como errar. Eu sempre uso o Tingecor Guarany (nem sei se existe outra marca aqui no Brasil). Ele só funciona para tecidos de algodão, linho, rami, sisal, juta e viscose. Sintéticos não absorvem o corante. (Vi no site do fabricante, veja o link abaixo, que eles têm outras linhas, para tecidos sintéticos e até para acetato).

Primeiro, você dissolve o conteúdo do frasco em um litro de água fervente. O chato é encontrar uma panela que não tem mais uso, porque não dá para usar aquelas de fazer comida, né? Por sorte, D. Leda, minha mãe, tem sempre umas quinquilharias guardadas, para salvar a filha em apuros. :) Também não é tarefa fácil encontrar um recipiente grande o ssuficiente para caber a roupa e ainda mexer, sem fazer a maior lambança. (De novo, apelei para D. Leda e suas vizinhas, hehehe).

Com o pó diluído, você mistura na água que vai cobrir a roupa e tingir. Em seguida, molha bem a peça e mergulha na água já colorida. Depois é ficar mexendo por 30min. Uma roupinha velha, um avental de plástico, uma colher de pau longa e paciência fazem o serviço.

Depois de meia hora, é preciso enxaguar bem, para tirar o excesso de corante. Pode contar mais uns 30min aí, porque demora até sair todos os resíduos. Você sabe que está bom quando a água do enxágue pára de sair colorida. Pode apostar, são baldes e mais baldes...

Por fim, tem de secar na sombra, para não desbotar. O fabricante do corante tem dois produtos que ajudam bastante, mas que eu nunca uso, por pura inércia. Um é o Tiracor, para você descolorir o tecido antes de tingir. O outro é o Fixacor, para passar depois do tingimento. Eu coloco só um pouco de sal na água. Diz a tradição popular que tem o mesmo efeito de "segurar" a cor. agora estou curiosa para tentar um tingimento natural (links abaixo). Alguém já fez? Deixa um comentário pra gente, contando como é!

Para saber mais:
- Guarany
- Plantas utilizadas para fazer tingimento natural
- Tutorial sobre como fazer tingimento natural
- O livro que aparece nas fotos deste post: The complete book of sewing
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Eu tinha esta camiseta escondida num canto do armário, totalmente abandonada porque não gostava dos desenhos que ela tinha. Eram tão sem graça que eu nem tirei foto da camiseta "in natura" para vocês verem - acho que coisas feias é melhor nem mostrar. Decidi fazer uma customização básica: cobri o desenho com um pedaço de tecido liso, bordei uma matrioska e, para dar um toque final, bordei "have a nice day" em ponto-cruz.

Aproveitei umas malhas de camiseta que eu já tinha para fazer este projeto. Com a azul mesclada, fiz o retângulo que cobriu o desenho. Costurei em formato de cruz, bem irregular. O retângulo também é bem irregular e preguei ele meio torto, para não ficar nada certinho demais.

No computador, desenhei essa matrioska, para servir de molde. Na figura abaixo, ela está desmembrada, exatamente como você vai precisar para recortar os pedaços de tecido para bordá-la. Eu imprimi em papel adesivo, com a figura em preto e branco, e depois recortei as peças.

Com as peças de papel recortadas, chega a hora de decidir de que tecido cada uma será cortada. Depois é só colar no respectivo tecido e recortar de novo.

Com tudo já cortado, é bom montar a boneca, para ver se está tudo encaixando direitinho e se a combinação ficou harmoniosa.

Para costurar uma peça na outra, é legal prendê-las com alfinete primeiro, para que nada saia do lugar. Eu fui costurando as peças no corpo da boneca russa, antes de prendê-lo na camiseta - assim o acabamento fica mais bem feito.

Com ela toda costurada, bordei os olhos e a boca, porque um aplique seria inviável. Em seguida, costurei a matrioska na camiseta, no canto direito do retângulo. No outro canto, alinhavei um pedaço de etamine, para bordar a frase em ponto-cruz.

Procurei um alfabeto em um livro de bordado antigo, escolhi um que coubesse no meu espaço e iniciei o bordado. A cor da linha eu decidi de acordo com os detalhes da roupa da boneca.

Pronto! Mais uma etapa concluída. Se você quiser o pattern da frase, basta clicar na foto que ela vai abrir bem grande e é só copiar e imprimir. Agora falta desfiar o etamine, para o ponto-cruz ficar bonito!

Para desfiar, você retira o alinhavo e, em seguida, vai puxando fio por fio. É preciso fazer com calma e aos poucos, para não deformar o bordado. Mas é bem simples de fazer, só precisa de paciência e jeitinho.

À medida que você vai retirando os fios do tecido, seu bordado vai aparecendo, como na foto acima.

Como a minha camiseta tinha um pequeno desenho nas costas, cortei uma boneca russa menor, só o corpo, e costurei em cima. Escolhi o tecido de flores para ficar mais delicado.

Também aproveitei para descosturar a etiqueta na lateral da t-shirt. Não gosto muito de sair por aí fazendo propaganda no próprio corpo, então tirei a marca e coloquei no lugar um pedacinho de fita xadrez de rosa.

Depois de todos os detalhes arrumados, a camiseta está pronta para sair e passear por aí. Uma customizada básica que deu nova vida para algo que ia acabar no cesto de doações, mais cedo ou mais tarde.
Veja outras customizações de t-shirts já publicadas aqui no BananaCraft:
- Transfer: uma experiência
- Aplique de renda
- Novo de novo
- Barra feita
- Flor de camiseta
- T-shirt personalizada
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Tenho uma coleção de lenços - a maioria deles tem mais de 30 anos - e alguns já estão com alguns problemas de idade. O que estava em pior estado é este, que tem desenhados alguns prédios públicos famosos de Porto Alegre (minha mãe comprou ele no final de década de 1960 ou início de 1970, não sei direito). Com o tempo, o tecido, que é bem frágil, está se desfazendo e surgem buracos, que vão aumentando à medida que a gente manuseia o lenço.

Quando eu era pré-adolescente, tentei fazer um concerto que saiu pior do que a encomenda. Burramente, passei esmalte nas bordas dos buracos, para evitar que continuasse desfiando. Claro que agora o esmalte está ressacado e se despedaçando. Tive que cortar com a tesoura esses pontos, para evitar maiores desastres.

Outros buraquinhos surgiram depois e foram mais fáceis de concertar - ou, pelo menos, de evitar que continuem aumentando. Minha solução foi costurar a borda de cada buraco, como se fosse um bordado ou uma casa de botão. Escolhi uma linha de seda da mesma cor da barra do lenço, para não ficar muito destoante.

Não ficou uma maravilha, mas pelo menos evitei que os rombos se alastrem. Na verdade, raramente uso esse lenço, porque tenho medo de que ele estrague ainda mais. Minha "solução" foi mesmo só para impedir que os buracos aumentem de tamanho e acabem de vez com o tecido. Provavelmente se o lenço não fosse tão especial pra mim, teria descartado ele sem dó nem piedade. Mas como ele tem imagens de Porto Alegre, foi comprado pela minha mãe e é mais velho do que eu, tenho uma ligação emocional que me impediu de jogá-lo fora.
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Aproveitando a inspiração da
Bag Vintage Train que saiu no
Buy Handmade, decidi me aventurar a forrar uma bolsa antiga de couro com adesivos de papel. Para finalizar e deixar com um acabamento mais legal, passei verniz.

Escolhi uma série de adesivos que reproduzem rótulos antigos de comida e vinhos. O problema de usar adesivos, ao invés de papel e cola, é que eles nem sempre grudam como deveriam. Às vezes é preciso dar uma reforçada, para que não fique nenhuma ponta solta.

Depois de tudo colado - é um trabalho de quebra-cabeça, acertar as figuras, escolher as mais legais para aparecerem mais - é hora de envernizar. Para mim, é a parte mais chata, por causa do mau cheiro, do solvente, etc. Como achei que uma demão era pouco, esperei um dia até o verniz estar completamente seco e apliquei mais uma camada.

A foto aí de cima mostra a parte de trás da bolsa, também toda forrada. Só não coloquei adesivos nas laterais, porque o couro fazia umas dobras e eu achei que não coloria direito.

E um detalhe dourado que a bolsa já tinha e eu decidi preservar, só para fazer um charme. O veredicto? Eu gostei, mas não acho que seja prática para usar. Vale mais como objeto de decoração.
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Há um bom tempo atrás, fiz umas experiências com transfer para tecido, daqueles que você imprime e depois passa a ferro. Não posso dizer que seja algo muito fácil, não pelo trabalho em si, mas pelos problemas que encontrei.
A parte de imprimir já é meio chata, porque eu usei transfer para impressora a laser. Como a impressora laser esquenta, às vezes o transfer se enrruga todo e tranca dentro da impressora (o que é horrível, porque você queima os dedos e ainda corre o risco de estragar o rolos dela). Mas quando você consegue uma impressão que fica boa, começa outra dificuldade.

Se você imprimir um desenho muito grande, seu ferro de passar roupas não vai dar conta do recado. Como é preciso aquecer todo o transfer por igual, o desenho precisa ser menor do que o tamanho da base do seu ferro. Só assim e com muito cuidado é possível transferir algo para o tecido.

Cuidado porque você precisa estar com o ferro bem quente, para que o desenho seja transferido, mas também não pode esquentar demais e acabar queimando o transfer (quando queima, ele fica amarelado. Quando não esquenta o suficiente, fica descascando...)
Mesmo assim, com todas essas dificuldades, acho que vale a pena tentar, contando que o desenho seja pequeno. A camiseta que você nas fotos eu fiz a partir de uns transfers de divindidades indianas que tinha feito há uns meses. Gosto do resultado, apesar de todo o trabalhão que tive. Até me arrisco a dizer que vou fazer outras e aí coloco um passo-a-passo aqui, para vocês verem como é.
Aqui tem o link para uma loja que vende transfer para tecido (eu nunca comprei deles).
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Na década de 80, em uma viagem a Florianópolis, minha mãe comprou alguns apliques de renda, feitos pelas famosas rendeiras da Lagoa da Conceição - naquela época eram várias, que trabalhavam ali nas margens da Lagoa. Pra sorte minha, mamãe nunca encontrou o que fazer com as rendas.

E eu acabei herdando duas, maravilhosas, que apliquei em regatas brancas. Todo o trabalho que eu tive foi costurar a renda na camiseta - mais nada!

É claro que é muito provável que você não tenha a mesma sorte de "herdar" rendas lindas assim. Mas quem sabe fazer crochê pode se aventurar. Ou então pode atacar a gaveta de guardados da avó e descobrir por lá algum paninho de crochê que se encaixe numa camiseta.

Vai dar um pouco mais de trabalho, mas você pode conseguir um resultado inusitado. Como você pode ver na foto acima, contrastar a cor da renda com a da camiseta é uma boa maneira de destacar o trabalho.

Garanto que vale a pena! As regatas ficaram lindas, com a maior cara de praia, sombra e água fresca!
Aqui você pode conferir uma aplicação com renda industrializada, uma camiseta com flores de crochê aplicadas e uma aplicação com renda de bilro.
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Eu tinha esta blusa há um bom tempo, mas estava enjoada dela. Tinha uma serigrafia na frente que já estava me incomodando - o desenho era feio, sem graça. Então decidi dar uma reciclada, para ela não acabar nas doações.

Para cobrir todo o desenho, cortei uns retalhos de tecido que minha amiga M. havia me dado (o que sobrou depois que ela fez a bainha em uma blusa) e procurei encaixar na blusa, cobrindo tudo que eu não queria que aparecesse mais.

Costurei com linha de seda amarela todas as bordas, para evitar que, sem querer, o desenho de baixo acabasse aparecendo.

Aproveitei e coloquei um detalhe nas costas, no lugar onde tinha a marca desenhada.

E até já fui passear com ela! :D
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Estou sempre em busca de materiais para transformar minhas camisetas. Quando minha mãe comprou um vestido feito de um tecido lindo, não tive dúvidas de pedir o que sobrou da barra. Usei como aplique em duas blusas e ainda sobrou um restinho que pode virar botões forrados ou algum outro craft.

Como a estampa tinha vários elementos dourados, usei uma linha nesse tom para costurar a barra na camiseta. Preferi a linha bem fina, para não chamar muito atenção para a costura.

Deixei uma bordinha da camiseta aparecendo, para deixar o visual mais leve e divertido. Como não quis descosturar a lateral da camiseta, fiz uma costura bem rente à original da t-shirt.

Usei outro pedaço da sobra do vestido para aplicar em uma regata meio sem graça que eu já tinha. Achei que os tons de verde combinavam entre si e o dourado ia dar mais personalidade a uma blusa comum.

Nesse caso, optei por pregar a barra mais acima, só para não ficar igual à outra - afinal eu já tinha usado a mesma linha e a padronagem é muito parecida. Só que eu gostei tanto desse tecido que acho que valeu a pena ter feito dois apliques com ele. Como eu disse, a sobra está bem guardada, a espera de uma idéia genial, hehehe.
Aqui você confere outro post do BananaCraft sobre o assunto.
No link Craftfashion - que você encontra na lateral direita desta página, lá no topo - tem mais posts sobre t-shirts.
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Pra quem gostou do post sobre a t-shirt personalizada, aqui vai mais uma opção: aplicar uma flor bem grande na frente. Como complemento, uns brilhinhos nos cantos, para deixar tudo mais charmoso ainda.

O passo-a-passo é o mesmo da camiseta Brasil. A diferença é que você recorta a flor em uma estampa (aqui usei uma espécie de crepe de algodão, que desfia bastante) e outra para o miolo (usei malha de camiseta branca). Também usei uma linha de bordado mais grossa, para conseguir um visual mais pesado. Não queria uma flor muito delicadinha.

As opções de apliques com brilho são enormes. Gosto muito dessas flores, mas achei que era melhor não exagerar na dose. Por isso, usei só as bolinhas prata.

Confira aqui um tutorial do BananaCraft sobre como personalizar uma t-shirt.
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Um tutorial pra quem gosta de inventar moda, literalmente. Uma camiseta básica fica com outra cara com um simples aplique de tecido. A sugestão do BananaCraft é a palavra Brasil recortada em tecido floreadinho, mas você pode escolher o tema que achar mais interessante.

Você vai precisar de uma camiseta, um pedaço de tecido para recortar as letras (eu usei malha de camiseta, porque não desfia), uma impressão da palavra que você quer recortar, tesoura, linha de bordar e agulha.

Eu imprimi a palavra Brasil com cerca de 4,50cm de altura em cada letra. Prefiro imprimir em papel adesivo, porque fica mais fácil de fazer o recorte no tecido. É só colar no pano e depois recortar cada letra, como na foto acima.

Depois você prende com alfineta as letras, ainda com o adesivo, na camiseta, para marcar o espaço entre elas e a distribuição como um todo. Quando achar que está tudo certo, arranque - com o máximo de cuidado - o adesivo da primeira letra e começa a costurar na camiseta. Eu utilizei três fios de linha de bordar. Escolhi uma cor forte, para contrastar com o amarelo da camiseta e com o desenho delicado de flores.

O resultado é divertido e você não perde muito tempo para fazer o aplique. Se quiser deixar a camiseta mais personalizada ainda, uma opção é fazer um detalhe com a mesma linha. Eu fiz nas mangas o mesmo pesponto que fiz nas letras.

Gostei do resultado, principalmente porque ficou bonito e quase não deu trabalho. Na foto abaixo uma outra camiseta que fiz, há algum tempo. É uma das minhas t-shirts favoritas!

E você? O que escreveria na sua t-shirt? Conte pra gente!
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Quem adora bijuterias - colares em especial - vai gostar dessa dica. Ao invés de deixar suas bijus escondidas e bagunçadas dentro de uma caixa, você pode encontrar ganchos legais para pendurá-las. Este aí de cima, por exemplo, é um daqueles soldadinhos que servem para trancar janelas em casas antigas.

Mas você pode usar qualquer gancho bacana, que o efeito será ótimo. Além de deixar seus colares mais organizados, você ainda tem a chance de exibi-los pela casa. Assim não é só você que se embeleza com eles, mas a casa também.

Outra opção é colocar pequenos ganchos na porta do guarda-roupa e pendurar as bijuterias lá, bem guardadinhas. A vantagem é que elas não ficam expostas à poeira, embora você perca em efeito decorativo.

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Não tem coisa mais desmacha-prazer do que você encontrar alguém com uma roupa igual a sua. A visão de alguém que escolheu o mesmo que você costuma ser decepcionante porque temos a ilusão de que somos únicos, incomparáveis e diferente de todo o resto.

Ilusão porque o ser humano é muito mais parecido e faz escolhas muito mais previsíveis do que a gente teima em afirmar. Mas não precisa se desesperar e nem achar que eu sou uma desequilibrada. Calma, há luz no fim do túnel.

E o nome dela pode ser lenço. Sim, os velhos e amigos lenços, echarpes, cachecóis... Com eles, fica quase impossível você encontrar um par-de-vaso pela rua afora. A maioria das pessoas não sabe usar ou não simpatiza muito com esse acessório que já teve dias de glória e agora anda meio abandonado.

Uma injustiça, já que tem mil e uma utilidades (psiu, não estamos falando de lavar a louça, não, tá?). Você pode usar lenço no cabelo, no pescoço, na cintura, como canga na praia, para enfeitar bolsas e chapéus, no bolso do casaco... Tenho certeza de que você pensou em várias maneira legais.

Então, tá esperando o quê? É possível encontrar para todos os tamanhos de bolso ($), em diversos formatos e com padronagens maravilhosas. Ah, a propósito, os lenços que ilustram este post são minha coleção particular. Muitos eu herdei da minha mãe e os outros eu fui comprando, de acordo com meu estado de espírito. Quer arriscar uma coleçãozinha também?
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Todo mundo já está cansado de saber que as indefectíveis sacolas de plástico são uma praga que precisa ser extirpada. Também já virou moda ter uma shopping bag de tecido, reutilizável e totalmente ecológica. Mas não é só porque virou moda que a gente vai sair para fazer compras com uma sacola de tecido sem personalidade a tiracolo. Um pouco de charme e customização fazem toda a diferença na hora de ir às compras.

No meu caso, dois simples retângulos de chita brasileira e uma meia dúzia de enfeites foram o suficiente para criar uma bolsa original. Costurei as duas laterais e a parte de baixo de dois retângulos de 40x28cm de chita. Optei por um rosa estampado com flores grandes, para dar um efeito bacana.
No interior, entre a bolsa em si e o forro, coloquei uma camada de EVA rosa. Apesar de não aparecer, ele serve para deixar a bolsa mais estruturada - o rosa foi só para eu mesma saber que até o miolo estava combinando bonitinho.:) Para as alças, utilizei talagarça (25cm de comprimento em cada uma).

Depois da bolsa pronta, veio a parte mais divertida: a decoração de "exteriores". Aproveitei umas flores de crochê rosa e forrei alguns botões com a mesma chita da bolsa. Apliquei cada desses detalhes no final de cada alça. Com isso, além da função decorativa, os botões e as flores também serviram para esconder o acabamento da talagarça, que não tinha ficado lá muito belo.

A parte da frente ficou mais incrementada e a de trás mais simplesinha justamente porque não gosto de nada simétrico ou certinho demais. E você, já pensou no que fazer para deixar sua shopping bag mais craft?
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

A valorização do antigo é um acontecimento um tanto quanto recente nas sociedades ocidentais. Até alguns anos, bom mesmo era comprar tudo novo e jogar fora os trastes dos avós e dos pais. Felizmente esse consumismo maluco tem dado lugar a uma nova maneira de pensar, muito mais sentimental e verdadeira. Sempre que alguém se propõe a cuidar e preservar objetos "velhinhos", está cuidando e preservando não só a sua história, mas a do lugar em que vive e o seu próprio tempo.

Guardar e utilizar essas pequenas heranças é uma ótima maneira de se manter em ligação com seus ancestrais - pode ser o relógio que era o avô, o bule que a bisavó usava para coar café ou a bolsa que a mãe usava quando tinha 18 anos. O que importa é que aquele objeto faz parte de tudo o que aconteceu na sua família até aqui.
E tem a possibilidade de sobreviver a você, através dos seus filhos e netos. Basta que não só você valorize e preserve, mas que também passe adiante esse sentimento de respeito e admiração por tudo que tem um passado.

Para não correr o risco de ter uma casa com cara de museu ou um guarda-roupa com cheiro de naftalina, basta mesclar o velho e o novo. Peças retrôs ficam um charme em casas modernosas e roupas antiguinhas casam perfeitamente com itens de vanguarda. Basta usar o bom senso e aproveitar!
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