Garage sale


sock monkey

Um garage sale é um jeito ótimo de se desfazer de todas as tralhas que ficam atravancando canto e ainda ser ecologicamente correto e econômico, neste caso tanto para quem vende quanto para quem compra. Afinal, o saudável hábito de vender, por precinhos amigos, coisas que já não têm mais serventia para nós também é uma maneira legal de gerar menos lixo e ainda conseguir uma grana descompromissada.

Mesmo assim, aqui no Brasil não temos o costume de vender nossos despojos consumistas. O que é uma grande pena! Cada vez que eu vejo uma garage sale em um programa de TV ou fotos das felizes aquisições de quem foi a alguma, fico me perguntando qual a nuance da nossa cultura que não assimilou as imensas possibilidades que existem em vender o que não se quer mais.

Hoje, lendo as dicas do site Martha Stewart sobre como organizar uma feirinha para vender as tranqueiras que se tem casa, fiquei de novo morrendo de vontade de ter uma dessas feiras aqui por perto. E também fiquei pensando que, se a gente começar a tratar do assunto, quem sabe o costume se espalha e nós finalmente possamos também nos orgulhar das barganhas que conseguimos.

Para quem, como eu, se animou com ideia, algumas dicas, que retirei do site da Martha Stewart.

-Para começar, é interessante encontrar uma ou duas amigas que também estejam querendo se livrar de algumas coisas. Assim, a quantidade de potenciais compradores também será maior, já que cada uma pode chamar amigos e conhecidos para o dia de vendas. Imprimir alguns panfletos, mandar emails, fazer telefonemas… a propaganda é a alma do negócio também nas vendas de garagem.
-Como é uma venda informal, é preciso pensar no espaço onde serão expostos os itens. O ideal é que seja ao ar livre, no jardim. Mas é preciso levar em conta que pode chover no dia marcado, então pense sempre em um plano B. Mesas e estantes podem ser grandes aliadas para expor os produtos. Quanto mais organizado, mais fácil de os “clientes” encontrarem seus achados.
-A venda de garagem pressupõe que haverá uma certa barganha. Tenha isso em mente na hora de colocar os preços. Mas eles não podem ser altos a ponto de desistimularem a compra. Assim, se você acha que aquele ventilador velho não vale mais do que R$15,00, peça R$18,00 e depois dê desconto de R$3,00.
-Todos os itens devem ter uma etiqueta com o preço. Isso evita confusões e deixa tudo mais simples e organizado. Se a venda for em conjunto com outras pessoas, façam uma lista completa de tudo que está em exposição, com o preço. Assim, ao final do dia, vai ser fácil contabilizar quanto cada um vendeu e quanto deve receber.
-Pense no troco. Geralmente os preços são baixos e você vai precisar ter um pouco de troco para o início das vendas. Também pense onde ficará o dinheiro e, se possível, determine uma pessoa para ficar encarregada de todos os recebimentos e trocos. Ela servirá de caixa e centralizará o dinheiro.
-No caso de colocar a venda equipamentos elétricos e eletrônicos, tenha uma tomada elétrica e pilhas à disposição dos seus clientes, para que eles possam testar os objetos e ver se estão mesmo funcionando.
-Durante o dia da venda, vá analisando as compras e mudando coisas de lugar, para estimular quem chega. Se perceber que alguns itens estão encalhando, baixe os preços ou crie sistemas de descontos para quem levar várias coisas.

Talvez a primeira experiência não seja um sucesso total. Mesmo assim, será o primeiro passo. Com o tempo e o costume, é bem possível que a gente também crie este saudável hábito de vender o que não tem mais utilidade para nós, cobrando pouco e ainda se divertindo no meio do caminho.

A propósito: o George não está à venda ;)

Para saber mais:
-Yard-sale guide, no site Martha Stewart
-Feira da troca e da barganha

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12 comentários para “Garage sale”

  1. Marcele disse:

    Tb toparia essa idéia… Mas onde encontrar duas amigas?? rs…. Falta interesse e atenção carinhosa às necessidades da natureza… Uma pena, ne Dani!
    Beijinho.

  2. Cecilia disse:

    Quando morava em Brasília, fiz umas três garages sale. Morava em casa e tinha um bom espaço para organizar os “despojos” a serem vendidos. Tinha a vantagem de ter amigas diplomatas, que conhecem bem esse costume. As três foram um sucesso!. Dá trabalho, porque é preciso organizar bem, fazer uma lista, colocar preços, etc., tudo o que você lista acima. Mas é muito gostoso, porque oferece também a oportunidade de rever pessoas que há algum tempo e para quem se telefonou anunciando o evento. Acho que vale a pena, sim. Um abraço da Cecilia. do “Quilts são eternos”.

  3. Cecilia disse:

    Saiu um pouquinho truncado: … oferece também a oportunidade de rever pessoas que há algum tempo não se via e …
    Outro abraço da Cecilia.

  4. Carol disse:

    é, tomara que um dia isso seja normal… sabe, tenho um primo de 8 anos que mora na Alemanha, e ele disse que lá, no verão, as crianças colocam uma mesa no jardim e vendem os brinquedos que não querem mais ^^

    Vou ver se encontro alguma amiga louca que queira fzer comigo.

  5. Lu disse:

    Acredito que esse hábito não se popularizou no Brasil porque por aqui temos o costume de doar o que não queremos mais pra quem necessita ou fará um melhor uso. Pelo menos é isso que ocorre na minha família e no meu círculo de amizades.

  6. Carol Martins disse:

    ano passado passei um mes em brasilia na casa do meu irmão ( morava no lago norte) e durante a aestada ví várias plaquinhas de garage sales por lá!

  7. Natalya disse:

    Eu imaginei diversas coisas sobre esse assunto ontem a noite. E olha só que legal! Hj acabo de ler dicas ótimas pra eu realizar vendas. Beijos!

  8. Patricia disse:

    Eu tenho MUITA vontade de fazer uma “garage sale”…O problema é o medo com relação à segurança. Desconhecidos entrando e saindo do meu quintal…já pensei em propor ao síndico do meu condomínio um evento assim onde todos os moradores participassem, comprando e vendendo.

    Bjs

  9. josiane disse:

    oi dani!
    gosto da ideia. já pensei muitas vezes sobre a mesma coisa. uma espécie de brique. eu mesma tenho várias coisitas que não servem mais para mim ou para nossa família e gostaria de vendê-las. já visitei lojas em santo ângelo que já aderiram esta ideia, onde vendem produtos novinhos e por preços bacanas.

  10. josiane disse:

    ah, beijão e adorei o blog!
    te enviei email.
    felicidades…

  11. Daniele disse:

    Oi, Josi! Que bom que você gostou do blog. Beijo grande!

  12. vera lucia bernardes paiva disse:

    GOSTARIADE RECEBER SUAS OFERTAS POR EMAIL!
    GRATA VERA

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