Escola craft


escola craft

A Déa Cordeiro me enviou mais fotos bacanas, para mostrar o quanto se pode fazer com materiais recicláveis, boa vontade e dedicação. Com a permissão da Iva, diretora da Escola Trilhas, onde a Déa é coordenadora, ela fotografou produções de alunos e professores, para mostrar o quanto uma escola pode ser craft. “Nossa escola é muito craft! Foi a conclusão que cheguei ao me iniciar oficialmente no mundo craft, através do seu blog”, conta a Déa.

cortina de retalhos

“Cada sala, cada canto tem uma surpresa que salta aos olhos, pois a educação para a estética, para a arte, para a ética e sustentabilidade são coisas que prezamos”, explica. De acordo com a Déa, há carinho, capricho e cuidado em cada detalhe e tudo é feito com materiais baratos e reciclados (inclusive com muitos retalhos). “As nossas professoras e coordenadoras são voluntárias em um projeto em que levam esta simplicidade para as creches carentes da cidade, mostrando que mesmo com pouco material é possível encher a vida de beleza”, afirma Déa.

cortina de retalhos

mural

mural

estandarte

“Além disso, aproximamos os alunos do mundo da arte: seja dos artistas e artesãos, seja dos grandes nomes da pintura, música e escultura”, conta Déa. Nas fotos, você pode ver uma seqüência de móbiles inspirados em Calder, que dão leveza e movimento aos ambientes. Há também móbiles com materiais inusitados, como os de frutas de plástico, pedaços de “espaguetes” velhos, destes usados nas aulas de natação, pets cortadas, tampas e canetinhas velhas, espirais de caderno, sementes e folhas secas, chaveiros…. Muitas cortinas de trapos usadas nas portas e armários, bandôs de papel recortado, tendas de chita espalhadas por diferentes espaços da escola.

móbile

móbile de chaveiros

pátio da escola - galo

pátio da escola

“Forma é conteúdo: é isso que sempre ouvimos da Iva. Portanto, cuidar do espaço escolar é cuidar da educação. Nada de escola com cara de cadeia, nem tampouco com aqueles enormes painéis de isopor comprados prontos cheios de personagens de desenho animado: escola bonita tem a cara e a mão do aluno, o olhar carinhoso da professora e muito estudo por trás disso tudo”, conclui a Déa.

mosaico

Filosofia que todo mundo deveria seguir: em casa, na escola, no trabalho e na rua! Dedicação, preocupação e carinho fazem toda a diferença, sempre. E as fotos da Déa são a prova de que materiais simples são o complemento perfeito para sentimentos tão nobres e dos quais a nossa sociedade tanto está precisando.
Obrigada, Déa! Obrigada, Iva! Ver uma escola assim é uma delícia :)

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18 comentários para “Escola craft”

  1. Paula Clarice disse:

    Nossa, emocionei.

  2. Déa disse:

    Dani, amo mesmo esta escola… espero que muita gente se inspire e deixe seu espaço de vicer e trabalhar mais acolhedor, pois crescer e aprender em meio ao belo é ainda melhor. Obrigada a você.
    beijo
    Déa

  3. Silvia Pandini disse:

    Olá Dani;
    Fiquei muito emocionada vendo as fotos da Trilhas, escola onde fui professora e coordenadora nos últimos 6 anos. Parabés a voce e a Andréa pela bela idéia de partilhar com os outros o sonho de uma vida mais aprazível e de uma educação que é também estetética, artística e sentimental.
    vou deixar um texto da Clarice, em homenagem a vcs que tem tanta coragem de viver e encher a vida de alegria.
    Abraços e Sucesso.
    Silvia

    1947 Berna – Suiça “Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso – nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro…há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu…Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões – cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma”. Clarice.

  4. Priscila Rebicki disse:

    trilhas apaixona

  5. Paula Guimarães disse:

    Para nós da Escola Trilhas, como diria Adélia Prado: ” A beleza não é luxo é necessidade!”
    Gostaria de agradecer a você e a Andréa pela sensibilidade e dizer que é muito bom encontrar pessoas que compartilham da mesma visão.

  6. pri disse:

    É realmente um carinho para os olhos.
    E o arlequim do Torres Garcia ficou um encanto no mosaico…

  7. cidinha disse:

    Como é bom saber que existe escola assim….que se preocupa não somente com a formação academica das crianças….UM SUPER BEIJO A TODOS DA ESCOLA TRILHAS,pelo bom exemplo e pelo esforço de “ensinar”seres humanos mais sensíveis e capazes de ver o mundo de uma forma diferente…..

  8. Andressa Salgado disse:

    A buca pela essência muitas vezes está suavemente revelada nas coisas simples. E são nas coisas simples que as pessoas que ‘fazem idéias’ na Trilhas se inspiram…
    Na observação precisa, na linguagem enxuta; na incorporação do “sentimento do mundo” (de Drummond) do vasto mundo perceptível através do pequeno. Relação com as pequenas coisas concretas do mundo ao redor; o retalho, a caixinha, a conchinha, a infância, o jardim, a vida, a tinta, o espelho, o alfinete. Na presença da interioridade; da consciência subjetiva e da emoção. É por isso que a Trilhas nos provoca um encantamento. Que delícia de post Déa, parabéns!

  9. Heidi Vogel disse:

    Simplesmente uma delícia ficar olhando e encontrando detalhes e detalhes …
    Adorei! Parabéns!
    Heidi

  10. Jordana disse:

    Tudo isso me lembrou do texto Vista cansada, de Otto Lara Resende (trechinho abaixo). Acho que na Trilhas temos muitos poetas… Gente que vê cada coisa bonita! Gente que transforma o rotineiro, o comum, o lixo em coisas mágicas de se olhar. Gente curiosa, inspirada e inspiradora! Por isso que lá na escola a minha vista não cansa… (Parabéns, incansável Déa!)

    “Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. (…) Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê.(…)”

  11. Alessandra disse:

    A Trilhas é mesmo muito craft, agora só falta se tornar inclusiva de verdade!
    Fui conhecer a Trilhas no ano passado de onde havia recebido indicações de muitas pessoas como sendo uma escola que valorizava muito o aluno como ser humano, como individuo. Fui até lá para matricular os meus dois meninos, com 5 e 6 anos, no entanto meu filho mais novo tem autismo e quando eu disse isso à coordenadora vi nuvens em sus olhos, todo o discurso decorado se desfez e no lugar dele ouvi uma deculpa sobre vagas e lista de espera nunca antes mencionada em nenhum dos meus contatos. Resultado, estou aguardando a ligação dela até hoje…
    Não quero com isso Dani, falar mal, ao contrário, como adoro e visito sempre o seu blog, achei oportuno o momento de dizer que é muito facil fazer uma criança autista como o meu filho fazer uma cortina com botões ou uma colagem com tampinhas de garrafa, que mesma já fiz. O meu filho frequenta escolas “comuns” desde os dois anos de idade, faz muitas coisas e acho uma pena que uma escola criativa e bonita como esta não tenha espaço para a diversidade e a inclusão de crianças extremamente sensiveis e amorosas como o meu Lorenzo.
    A coordenadora não se deu nem ao trabalho de conhece-los…

    Deixo voces, pessoas sensíveis, refletirem sobre o assunto.
    abraço a todos,

    Alessandra Ortíz

  12. Déa disse:

    É mesmo triste isso de não conseguirmos preencher todas as expectativas. A escola recebe muitas crianças com necessidades especiais, uma em cada nível de ensino, pois nosso trabalho com a educação inclusiva é referência na cidade…imagino as nuvens no olhar da coordenadora, pois é realmente muito ruim não podermos receber todos os alunos mais que especiais que nos procuram. Somos, apesar de tudo, uma escola pequena e assim queremos permanecer para poder manter a coesão e coerência quanto ao que fazemos, principalmente em relação à inclusão. Queremos incluir de verdade e para isso não lotamos as salas e não nos limitamos a “colagens”. Trabalhos muito. Cada criança que precisa de currículo adaptado conta com nosso empenho em tempo, dedicação estudo… isso nos deixa seguros quanto a legitimidade de nosso trabalho e justifica a crescente lista de espera por uma vaga.
    Lamento que o que era para ser um post positivo, esperançoso e leve tenha se tornado necessariamente um espaço para uma justificativa que pessoalmente seria muito melhor dada.

  13. martha tavares guedes disse:

    a amiga Déa me desculpe, mas terei que expor minha opiniao aqui.
    a sua exposição foi perfeita e educada, coerente, até aqui:
    “Lamento que o que era para ser um post positivo, esperançoso e leve tenha se tornado necessariamente um espaço para uma justificativa que pessoalmente seria muito melhor dada”.
    posso ter interpretado mal seu texto, mas me parece que você está ralhando com a Alessandra, que tudo o que fez, ao ver o post sobre a escola que ela procurou, para nela educar seus filhos (nossos maiores tesouros, portanto, esta escolha não é feita sem muito critério e expectativa, e referencias!), foi dar seu depoimento, forte e contundente, de um problema serissimo, pelo qual ela passou, e muitas outras mães passam, com suas crianças especiais…
    acompanho aqui a luta do meu amigo gildásio e sua esposa, com o querido igor, que estuda em escola pública aqui em SP, Capital, e como eles PENAM com a discriminação, pouco caso, despreparo, ignorância até…. haja visto que eles tiveram que até recorrer a Delegacia de Ensino, para ter garantido o direito do Igor de estudar nesta escola!
    a Alessandra foi franca ao postar que não teve nunca mais nenhum contato da Trilhas, Déa…
    a reação que ela teve, humildemente, acredito, eu também teria, ao ver este post.
    e não julgo que ela tenha desejado ” estragar” o post, e sim, como disse: mostrar o outro lado do sistema, que não é privilégio da Trilhas: até novela global já mostrou como esta questão é séria, e falha, no nosso país.
    se de uma escola bacana, gerida por pessoas bacanas, preparadas, a reação é essa…. quando as nossas crianças especiais terão seu espaço para educação, garantido e preservado?
    também eu conclamo a todas(os) a uma reflexão…
    não é com uma postura defensiva, que se chega a uma solução melhor para a criança e sua família…
    é minha opinião, sem nenhum cunho pessoal.
    abraço,
    martha

  14. Ana Cristina disse:

    Realmente é dífícil agradar a todos neste mundo de tantas diversidades, tristezas e preconceitos.
    Conheci a Escola Trilhas no ano passado e para a minha satisfação profissional estou trabalhando lá este ano. Com experiência de mais de 23 anos em grandes escolas de Curitiba, nunca vi tanta harmonia entre currículo, proposta metodológica e compromisso social!!
    Déa a persistência e amor à educação nos fortalecem e alimentam nosso desejo de superar cada dificuldade, visando um ensino melhor para as crianças.
    Valeu sua maravilhosa intenção de divulgar um pouquinho do que é realizado na Trilhas.
    Carinhosamnete,
    Ana Crisitna

  15. Alessandra disse:

    Primeiramente, gostaria de agradecer à Martha pela sensibilidade, foi isso mesmo o que eu quis dizer, mostrar que é lindo ser craft, mas que mais lindo ainda é dar retorno para uma mãe que coloca o nome dos filhos na lista de espera e que nunca mais recebe uma ligação, uma satisfação, uma esperança. Ser craft é lindo, mas ser humano é muito mais.
    Meus filhos estão na escola desde sempre. A orientadora não conheceu o meu filho, não sabe qual é o grau de autismo que ele tem, não sabe sequer que ele conta com uma acompanhante terapeutica (privilegio de pouquissimos) dentro de sala para orientá-lo e orientar a professora se necessário, ela não sabe de nada, não me perguntou no momento e nem depois. então Déa, vc pode me dar todas estas justificativas, até porque dentes 6 anos que tenho o Lorenzo em minha vida já ouvi outras tantas, mais ou menos floreadas, mas nenhuma delas vai me convencer de que uma vaga foi negada a uma criança que sequer foi vista, sequer me pediram maiores informações. Quando eu pronunciei a palavra autista, foi como se um alarme tivesse tocado e nada mais considerado, nem mesmo o meu outro filho que não tem autismo, foi levado em conta.

    Obrigada pela solidariedade,
    um abraço,
    Alessandra

  16. Claudia disse:

    Olá,
    Fiquei entusiasmada com o trabalho realizado na Escola Trilhas. Alguém pode me passar o endereço?
    Obrigada

  17. Claudia R. disse:

    Olá,
    Onde fica a escola, pois quero muito conhece-la?
    Obrigada

  18. Patrícia disse:

    Olá,
    Onde fica a escola, pois quero muito conhece-la?
    Obrigada [2]

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