Beleza e velhice


sew mini janome - máquina de costura

Hoje eu li a seguinte frase: “Quem possui a faculdade de perceber a beleza nunca envelhece”. Quem disse isso foi ninguém menos do que Franz Kafka, um autor que marcou a minha adolescência. E agora, lendo isso quando já tenho mais de 30, fiquei lembrando daquelas pessoas com mais idade e absolutamente lindas que a gente vê por aí. Sábado mesmo eu vi algumas delas, em um passeio que eu fiz.

E então eu lembrei de algumas atrizes que, desesperadas em tentar manter a beleza da juventude, acabam deformadas por tantas cirurgias plásticas. Elas não possuem a faculdade de perceber a beleza. Ficam presas à convicção (errônea) de que para ser belo é preciso ser jovem. Nossa percepção de bonito e feio, no entanto, vai muito além da data de nascimento. É só pensar nos homens que conseguimos lembrar de vários que já passaram dos 50 e continuam atraentes.

Mas nossa cultura machista faz com que mesmo as mulheres tenham dificuldades em ver o belo em um exemplar do sexo feminino que já tem rugas no rosto e corpo de matrona. Por quê? Porque a mídia, tal qual a bruxa malvada da Branca de Neve, nos criou um espelho falso, que reproduz apenas corpos malhados, juventude e riqueza como sinônimo daquilo que deveríamos ser. E o fenômeno está começando a atingir também os homens, cada vez mais escravos da balança e também cada vez mais inseguros em relação às suas aparências.

Pensando na frase do Kafka, e lembrando de pessoas de carne e osso que eu conheço, a conclusão é simples. Só fica feio e sem atrativos quem se acha feio e sem atrativos. E é inevitável não rir da ironia deste nosso mundo maluco. Ao mesmo tempo que todo mundo está mais individualista e egocêntrico, todo mundo também está mais inseguro e carente. Ao ponto de achar que a TV e as revistas de moda são as deusas que determinam o que é belo e o que não é.

E aí voltamos para a nossa campanha “Eu faço à minha moda”. Quem faz à sua moda tem coragem de olhar no espelho com sinceridade para identificar defeitos e, principalmente, qualidades. Se ninguém é perfeito, pelo menos que a gente possa acordar todo dia e ficar feliz com o que vê, simplesmente porque o que estamos vendo somos nós mesmos, felizes. Vivendo e vendo o mundo com nossos próprios olhos.

O George, meu macaco de meia que aparece na foto junto com a máquina de costura que vai ser sorteada aqui no BananaCraft, é um ótimo exemplo. Ele foi feito a partir de um par de meias usado, já cheio de bolinhas, que ia ser jogado fora. Não se pode dizer que seja um macaco novo. Mesmo assim, é simpático, fotogênico e adorável. Tudo isso, sem precisar ser novo!

Para saber mais:
-Eu faço à minha moda
-Máquina de costura para quem faz à sua moda
-Caixa de Sugestões

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2 comentários para “Beleza e velhice”

  1. Beti disse:

    Bom, agora estou me sentindo uma menininha de oito anos!!!! hehehe
    Acho que com a idade vamos aprendendo a ver a beleza que nos cerca. E que existe, está aí. Azar de quem não vê!

  2. Daniele disse:

    Falou e disse, Beti! As pessoas se limitam muito quando se prendem a padrões estereotipados de beleza. Mas o belo está aí, em todos os lugares. Basta ter olhos de enxergar…

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