A Lola tem uma história!
Meninas, demorei para escolher a história da Lola simplesmente porque não foi uma tarefa fácil! Gostei de quatro, em especial. Mas hoje, depois de muito pensar, decidi qual a melhor. E a melhor é aquela que tem mais a ver com a carinha da Lola. Ficaram curiosas? Então leiam! Eu espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.
“Lola vivia num paÃs onde não existiam cores. Ninguém as conhecia, pois desde que nasceram viviam naquele lugar em que tudo era em tons de cinza: o céu, as pessoas, as plantas. Apesar disso, era um belo lugar. Mas todos eram tristes. Ninguém jamais havia sorrido, e nem sabiam como era o som de uma risada.
E Lola era a pessoa mais triste de todo o paÃs, porque sua mãe estava doente. Os médicos não conheciam a cura para aquela doença, nem sabiam o que a causava. Lola procurou ajuda e todas as outras aldeias, mas não encontrou resposta para a enfermidade misteriosa.
Não havia outra solução a não ser procurar ajuda fora do paÃs. O problema é que ninguém jamais havia saÃdo de lá e voltado para contar a história. Como todos tinham medo, nem sabiam ou preferiam esquecer onde ficava a saÃda.
Juntando toda a coragem que tinha, Lola fez a mala. Ela não se despediu da mãe, pois teve medo que ela ficasse ainda pior ao vê-la partir. Sem ter a menor idéia de que direção seguir, começou a andar ao acaso. Saiu da aldeia começou a andar ao longo de uma enorme floresta.
Foi quando ela viu uma mariposa branca. Elas eram rarÃssimas, e dizia-se que traziam boa sorte. Ela nunca acreditara nessas histórias, mas as circunstâncias eram extremas. Cautelosamente, ela se aproximou do inseto, que voejava sobre as rosas negras que cresciam ali. Mas o animal se esquivou e entrou na floresta. Lola decidiu seguÃ-la.
A mariposa parecia não ter pressa, e Lola conseguiu a acompanhar sem perdê-la de vista por um só momento. Não havia trilhas na floresta, e o caminho não era fácil. Lola tropeçou várias vezes em raÃzes e pedras, e se arranhou em arbustos espinhosos.
Quando anoiteceu, estava exausta. Pensou na loucura que estava fazendo, seguindo um inseto no meio da mata. Teve vontade de voltar para casa. Mesmo morrendo de medo dos barulhos noturnos da floresta, ela conseguiu adormecer encostada no tronco de uma árvore.
Naquela primeira noite fora de casa, Lola teve um sonho. Ela andava por uma estrada de tijolos pretos em meio a um campo de lÃrios branquÃssimos. Lola conseguia distinguir diversos tons de branco, e sabia que nunca havia visto nada tão puro como aquelas flores. Pensou em arrancar uma, mas teve medo de estragar aquele cenário. Então se pôs a examiná-la. Olhando bem de perto, viu que havia algo no interior da flor, escondido pelas pétalas. Estava tão fascinada que nem piscava os olhos. O que poderia ser aquilo? Era algo tão diferente, tão vibrante e intenso, que Lola despertou.
Por um instante, ficou completamente desorientada, sem entender o que estava fazendo no meio da floresta. Então se lembrou do dia anterior, e de como a mariposa a havia levado até ali. Mas onde estava a mariposa agora? Durante momentos angustiantes, Lola procurou freneticamente ao seu redor. Ela era a única chance de encontrar o caminho para além da floresta! E mesmo que quisesse voltar para casa agora, não saberia como. Estava perdida!
Lola se sentou e chorou até perceber que a mariposa estava pousada num tronco bem à sua frente. O alÃvio que sentiu foi imenso. Mal sentiu o olhar de Lola sobre ela, a mariposa voou. Lola correu atrás dela, e nem percebeu que havia esquecido do sonho.
Alguns dias passaram, e por mais de uma vez Lola teve vontade de voltar e desistir daquela busca aparentemente inútil. Ela não tinha noção da distância que havia percorrido. Não sabia se andava em linha reta ou em cÃrculos. A mariposa à s vezes ziguezagueava de maneira incompreensÃvel, e retornava a lugares em que já havia passado. Às vezes pousava e continuava parada por horas.
Numa dessas ocasiões, Lola percebeu que nunca conseguira olhar bem para a mariposa, já que não podia se aproximar muito sem que ela voasse para mais longe.
As asas brilhantes lhe faziam lembrar de alguma coisa. Eram tão claras, quase completamente brancas… Como lÃrios… Como os lÃrios do sonho! Como ela podia ter esquecido? Sabia que aquele não era um sonho qualquer, e que cometera um erro ao esquecê-lo! Também se sentiu culpada por duvidar do animal. Se fosse realmente mágico, não a abandonaria. Essa certeza era sua única esperança. Agora confiava completamente na mariposa, que já começava a mostrar o caminho novamente.
Naquele mesmo dia, chegaram ao fim da floresta, onde começava um campo que ia até o horizonte. E o que era incrÃvel, um enorme arco surgia do céu e tocava a terra, lá adiante. Lola nunca tinha visto nada igual. A mariposa voava rapidamente naquela direção. Sem perder tempo, Lola correu também. Ela sabia que havia encontrado o que estava procurando.
O arco estava muito mais longe do que ela imaginara, mas finalmente o alcançou. Ao se aproximar, viu que era feito de feixes de luz, e que podia entrar neles. A mariposa atravessou as luzes, e Lola a seguiu.
Ao chegar do outro lado, tudo à sua volta tinha um brilho e uma vida que ela não entendia, e que só havia visto antes no sonho, dentro do lÃrio. A mariposa estava à sua frente, e pela primeira vez, aproximou-se o suficiente para que Lola a visse bem. Não era uma mariposa, era uma fada!
O espanto de Lola era enorme, e a fada riu. Lola nunca havia escutado o som de uma risada antes, mas era um barulho contagioso. Ela sorriu involuntariamente.
- Que lugar é esse? Tudo é tão diferente… – Lola não parava de olhar ao seu redor.
- Estamos dentro do arco-Ãris. E essas são as cores.
Lola olhou para cima, e viu que o céu também estava colorido.
- Eu as vi no meu sonho!
- Eu te dei o sonho. Você precisava dele, ou não conseguiria continuar.
Lola franziu a testa.
- Quem é você?
- Eu ajudo as pessoas a encontrar o caminho delas.
- Mas porque tantas vezes você me guiou na direção inversa?
- Eu só poderia te guiar se você tivesse certeza de onde queria chegar. Se você duvidasse em voltar, eu te guiava de volta. Quando estava indecisa, acabava andando para os lados, ou em cÃrculos. TerÃamos chegado muito mais rápido se você nunca duvidasse. Só tendo convicção absoluta você conseguirá chegar aonde quer.
- Mas porque você parou tantas vezes? Perdemos muito tempo!
- Você acha que é a única que precisa descansar? Ufa! Suas pernas são grandes, mas minhas asas são pequenas! E a distância é a mesma para nós duas. – A fada disse isso e se sentou no chão. E indicou para Lola:
- Arranque aquelas flores.
- Devo fazer isso? Elas irão murchar…
- Não, porque você as está ganhando de presente. Se as tirasse sem consentimento, morreriam e perderiam a cor.
Lola foi até o canteiro e tirou três rosas diferentes. Voltou e sentou ao lado da fada, colocando as flores no colo.
- Você me trouxe até aqui, mas isso é diferente do que eu esperava encontrar. Eu achei que chegarÃamos a uma estrada e a um campo iguais aos do sonho!
- Querida, a vida real é sempre diferente dos sonhos. Mas você pode usá-los para torná-la melhor.
A fada segurou as mãos de Lola.
- Você encontrou o que procurava. Agora pode voltar para casa.
- Como vou saber o caminho de volta?
A fada apenas sorriu e começou a desaparecer, juntamente com o arco-Ãris. Lola se viu sentada no começo de uma estrada de tijolos. Olhou para as flores coloridas em suas mãos. As cores ainda não tinham nome. Uma delas era tão bonita e vibrante que ela desejou ter os cabelos daquela cor. A outra era a mesma do céu, porém mais escura. E a última era clara e brilhante, e parecia o Sol. E era a mesma cor dos tijolos do chão.
Lola sabia que aquela estrada levaria à sua aldeia, e pôs-se a caminho. Por onde ela passava com as flores, tudo à sua volta ficava colorido: as plantas, os animais, as rochas e os insetos. E para seu espanto, outras cores surgiam, não apenas as que carregava. Lola percebeu que essas três cores eram especiais, pois podiam gerar todas as outras. Quando parou para descansar junto a um lago, ela viu seu reflexo na água e descobriu que também havia mudado.
Quando chegou à aldeia, todos estavam reunidos, olhando espantados para a floresta. Eles haviam notado de longe como as copas das árvores agora radiavam vida e frescor, e não sabiam como explicar a mudança que havia acontecido.
Quando viram Lola sorrindo, com os cabelos brilhando debaixo do sol, não tiveram dúvidas de que ela era a responsável por aquela mudança. Ao se aproximarem dela, perceberam que seus olhos eram ainda mais fascinantes, porque o brilho deles vinha de dentro. E eles mudavam de cor a cada momento. Todos sorriram também diante daquelas maravilhas. E quando perceberam, seu olhos, seus cabelos e suas roupas também tinham cores.
Lola estava feliz em estar de volta, mas ainda precisava ver sua mãe. Ela correu muito, mal olhando para as pessoas por quem passava nas ruas. Mas todos, quando a viam passar, sorriam. Logo toda a aldeia era uma profusão de cores.
Finalmente chegou em casa. Era a única que ainda era cinza. Lola entrou e encontrou sua mãe dormindo.
- Mãe! Acorde! Veja o que eu lhe trouxe…
A mãe abriu os olhos e viu as rosas que Lola segurava. Sorriu ao vê-las e riu ainda mais ao ver o rosto brilhante de sua filha. Todos os sinais da doença desapareceram. E ela estava coberta de cor.
Logo o povo do paÃs inteiro ficou sabendo que Lola havia trazido as cores e viajaram das aldeias e cidades mais distantes só para vê-la e agradecer. Até o rei e a rainha a visitaram pessoalmente e levaram muitos presentes. Graças à nova estrada que a fada criara, ninguém mais teve medo de visitar os paÃses vizinhos.
E Lola viveu sempre com um sorriso no rosto.”
FIM
“Moral da história: As Blythes não são apenas pedaços de plástico, são seres que trazem cor e alegria à s nossas vidas! hehehe
Não sei se escrevi demais! Espero que esteja tudo compreensÃvel e que eu não tenha viajado demais na história do sonho, hehe. As 3 rosas eram as cores primárias, acho que isso ficou óbvio. Coloquei também umas referências ao Mágico de Oz… E não resisti e a fiz correr como a Lola do filme ^_^
Ah, eu nem sei se cometi algum erro grave de concordância verbal, mas vai assim mesmo, hehehe
Tô curiosa pra saber o que as outras pessoas escreveram… A idéia da gincana é muito legal, se fosse apenas um sorteio não daria pra exercitar a criatividade! E o prêmio ser uma Blythe… putz! Viva o BananaCraft! hehe”
Sarah
A vencedora desta etapa é a Sarah Macedo, a Aranel 129 do Flickr.
Atenção: a Gincana ainda não terminou. O sorteio final será no domingo, dia 10/08.
Estou programando uma outra etapa antes disso. Portanto, fiquem ligadas e boa sorte!!!
Tags: blythe, campanha, gincana, lola, mod molly, promoção, sorteio


7 de agosto de 2008 Ã s 8:32 am
Parabéns Sarah, sua história foi muuita mágicaaa!!
Os tijolinhos cor do sol me lembraram do Mágico de oz (apesar de não saber direito a história aahahah)
Gostei das rosas de cores primárias, que misturam e formam as outras!
Adorei quando diz que seus olhos mudam de cor!!
Linda história, parabéns sortudaaa!!
7 de agosto de 2008 Ã s 8:32 am
Que linda história. ;]
7 de agosto de 2008 Ã s 9:02 am
Que história linda!!! Affffeeeee que imaginação….Adorei!
E a gincana continua….corre Lola!!!
Bjsss
7 de agosto de 2008 Ã s 9:41 am
Que pena…só agora encontreio o Bananacraft…
Pensando bem, que sorte…rsrs, pois estou adorando tudo por aqui!
E quero parabenizar a Sarah por criar uma estória tão fascinante!!!
Vou inclui-lá no repertório para as crianças…vc deixa né Sarah?!..rsrs
Vou ficar de olho na gincana…bem no finalzinho, mas vou tentar participar!
Beijos
7 de agosto de 2008 Ã s 9:54 am
Olha Sarah vc está de parabéns, essa história ficou fascinante, esse trecho se encaixou perfeitamente no momento q estou vivendo. Obrigada.
“Eu ajudo as pessoas a encontrar o caminho delas.
- Mas porque tantas vezes você me guiou na direção inversa?
- Eu só poderia te guiar se você tivesse certeza de onde queria chegar. Se você duvidasse em voltar, eu te guiava de volta. Quando estava indecisa, acabava andando para os lados, ou em cÃrculos. TerÃamos chegado muito mais rápido se você nunca duvidasse. Só tendo convicção absoluta você conseguirá chegar aonde quer. “
7 de agosto de 2008 Ã s 10:36 am
Sarah!!!! Sua história me arrepiou.
Não li as outras, mas acredito que a Dani fez uma boa escolha.
Parabéns e boa sorte.
=D
7 de agosto de 2008 Ã s 11:08 am
Nossa… que história linda……. eu amei cada detalhe, ela conseguiu se expressar bem, ficou perfeita.. a história fiquei tão curiosa p/ saber o fim… a história me prendeu… parabéns Sarah….
7 de agosto de 2008 Ã s 11:24 am
nhhhhoouun! lindaaa! parabéns sarah! vc escreve muito bem!
beijos!
7 de agosto de 2008 Ã s 11:36 am
gente, que história mais linda!
parabéns!
7 de agosto de 2008 Ã s 12:58 pm
Gostaria de ler as outras so por curiosidade. Que tal bonus-extra para os melhores textos?
bjim
7 de agosto de 2008 Ã s 1:33 pm
ficou legal paraba ^^,
acho a ideia da karla legal tb =D
que tal Dani?
7 de agosto de 2008 Ã s 1:36 pm
Karla e Lu, eu bem que gostaria de poder premiar todo mundo, mas não dá. E colocar todas as histórias seria impossÃvel: são muitas e quase todas são tão grandes quanto a da Sarah. Para compensar, hoje vai ter uma etapa-relâmpago! Logo, logo!!!
7 de agosto de 2008 Ã s 3:20 pm
Que bom que todo mundo gostou da história, fico muito feliz! =D
Eunides, pode contar a história, elas foram feitas pra serem passadas adiante mesmo!
Obrigada a todas pelos elogios! E obrigada Daniele, por me eleger! Eu quase caà da cadeira com o susto, hehehe. Mas foi um susto bom ^_^
7 de agosto de 2008 Ã s 4:02 pm
[...] Para ler a história da Lola, escrita pela Sarah, clique aqui. [...]
7 de agosto de 2008 Ã s 5:40 pm
Adorei!
))
Parabéns à Sarah! E … à Lola, que tem uma história dessas na sua vida…
Jokas******
7 de agosto de 2008 Ã s 5:47 pm
amei a história! tô arrepiada!
7 de agosto de 2008 Ã s 7:41 pm
Que lindoooo!Parabéns à Sarah e à Lola por ter uma história tão linda.
Beijoconas,
Rosi
7 de agosto de 2008 Ã s 10:00 pm
Q linda história! mto criativa e adorável! parabens Sarah! um bjao!!!
8 de agosto de 2008 Ã s 7:38 am
ow, muito fofa. sério. muito gostosa de ler!
10 de agosto de 2008 Ã s 10:02 pm
Ameeeeei!!!!!!
Muita criatividade, parabens!!!!
Fiquei arrepiada tbm! Ainda mais na hora que a fada ficou falando que ela fazia tudo de acordo com o medo, confusões ou seguranças da cabeça da Lola!
Lindo!!!
21 de agosto de 2008 Ã s 9:09 pm
[...] Depois de mais uma viagem, a Lola finalmente está em casa! Hoje pela manhã, Lu Missaggia recebeu sua tão sonhada Blythe, junto com todas as coisas fofas do enxoval da Lola. Amor à primeira vista, como você pode ver nas fotos que a Lu acabou de mandar. E eu, como boa cegonha – segundo o apelido que a própria Lu criou – estou aqui toda feliz de saber que as duas estão juntas e que a Lolinha está sendo muito bem cuidada. Vai até passear na faculdade amanhã, para conhecer os colegas que ajudaram a Lu a vencer a votação. Tenho certeza de que a Lola vai trazer sorte em todos os lugares em que passar e mostrar caminhos coloridos e felizes, como na história da Sarah. [...]