Artesanato é o mesmo que craft?
Não. Artesanato não é o mesmo que craft. é mais parecido no dicionário do que na vida. Pelo menos para mim. Porque o termo artesanato, aqui no Brasil, já virou sinônimo não só de algo feito a mão, com técnica e arte, mas também de tudo aquilo que é feito quase que em série, vendido por preços baixos e sem qualquer tipo de valorização – tanto da parte de quem faz quanto da de quem compra.
Parece meio pedante usar um termo em inglês ao invés de falar em bom e claro português, mas tem vezes que as palavras “importadas” definem melhor o que se está fazendo. Com artesanato e craft acontece isso. Quando eu ouço falar em artesanato, penso em peças ultrapassadas, datadas, copiadas ao limite, sem personalidade e sem valor artístico.
Quando penso em craft, penso em inovação, em aproveitar técnicas antigas e consagradas para fazer algo novo, inesperado. O craft é contemporâneo, é pessoal e autoral. Tem a ver com a personalidade de quem faz, com tempo, disposição e dedicação. O craft não é algo que possa ser feito em grande escala, para virar muito popular. Porque é algo feito a mão, individualmente, com calma e aos poucos. Implica acerto e erro, tentativas, pesquisa, influências, mistura.
Por que eu falo como se o craft fosse melhor do que o artesanato? Na verdade, não é uma questão de pesos e medidas. Tem mais relação com gosto pessoal e valores que a gente atribui às coisas. Eu prefiro o craft porque acho que o termo define melhor uma nova tendência – que acontece no mundo todo e, aos poucos, vem sendo reconhecida no Brasil – de valorização do autoral, do inovador e do contemporâneo com história. E acho que este é um assunto que a gente precisa pensar de vez em quando, para ir redefinindo nossos conceitos e revendo sempre o modo como fazemos as coisas.
Para saber mais:
-Feito a mão: com criatividade e originalidade
Tags: artesanato, contemporâneo, craft, criatividade, técnica




22 de abril de 2009 às 10:41 am
Adorei o que escreveu, e concordo, a diferença fundamental é o toque pessoal do crafter.
22 de abril de 2009 às 11:17 am
Ainda sou um pouco romântica com o termo “Artesanato”, pra mim ele ainda remete ao tradicional, à cerâmica do Vale do Jequitinhonha, à cerâmica marajoara, à renda de bilro e tantos outros trabalhos lindos que temos pelo Brasil. Aqueles que ainda são passados de pai pra filho, de mestre para o aprendiz, que têm história e valor cultural. Realmente o termo “artesanato” foi banalizado e utilizado pra qualquer trabalho feito feito facilmente à mão. Também acho que o Craft é o termo que define melhor essa nova tendência do que seria um “artesanato urbano” agregado com o que foi mencionado em relação ao autoral, ao pessoal. E continuando sendo romântica acho que o Craft (e isso inclui também o termo) vai ajudar o Artesanato (o verdadeiro, aquele cultural que me referi no início) a voltar a ser um termo que eu me orgulho em falar. Não sei se me expressei bem, poderia escrever páginas sobre isso e é difícil resumir para não ficar tão cansativo. Mas é isso, sou uma crafter apaixonada por artesanato brasileiro. Um abraço!
22 de abril de 2009 às 11:38 am
Definição: Artesão – Dicionário Aurélio
“o artista que exerce uma atividade produtiva de caráter individual; ou o individuo que exerce por conta própria uma arte, um oficio manual.”
Definição: Artesanato – Dicionário Aurélio
1. A técnica, o tirocínio ou a arte do artesão1: 2
2. O conjunto ou a classe dos artesãos.
3. P. ext. O produto do trabalho do artesão (2); objeto, ou conjunto de objetos feitos artesanalmente: 2 2
4. Local onde se pratica ou ensina o artesanato (1): 2
“Quando eu ouço falar em artesanato, penso em peças ultrapassadas, datadas, copiadas ao limite, sem personalidade e sem valor artístico.
Quando penso em craft, penso em inovação, em aproveitar técnicas antigas e consagradas para fazer algo novo, inesperado. O craft é contemporâneo, é pessoal e autoral.”
Não tenho nada contra a palavra “craft” mas é a nossa mentalidade que faz desvalorizarmos o que é nosso, inclusive as palavras………. Uma pena…..
22 de abril de 2009 às 11:52 am
Bom ter lido o que você escreveu. Às vezes me pego pensando nisso e noto também as diferenças. Falo nas diferenças dos trabalhos de quem pratica o craft e de quem pratica o artesanato. Craft é uma espécie de “one of kind” e, sim, concordo que o artesanato é mais feito em “série”. Eu ainda acho um tema meio complicado de se abordar por uma infinidade de questões.
Vou reler o post e refletir mais dentro da minha concepção em relação a isso.
Bacana alguém falar a respeito assim.
beijos
22 de abril de 2009 às 1:41 pm
eu já acho q é tudo a mesma coisa, é apenas uma maneira mais “in”, mais “fashion” de definir artesanato…
anyway…é tudo arte…desde que seja elaborado manualmente, com carinho…
angela…
22 de abril de 2009 às 2:12 pm
…difícil mesmo a mistura da palavras e o significado delas, pq na real é o que sentimos e como encaramos nosso trabalho.
Sabe Dani…eu sou artesã e digo isso pra todo lado em que vou, ou que seja necessário falar da minha profissão, seja pra abrir conta bançaria, cartões de crédito, pra divulgação em revista, etc e tals…e falo com tanto carinho e orgulho que tmb recebo isso em troca…embora esteja em alta o termo craft…eu nunca usei…ainda…rs
Beijo,
=D !!!
22 de abril de 2009 às 3:24 pm
Diferença? Deve haver… pois quem faz arte é artista, artesanato é artesão… Um produto de artesanato não é uma obra de arte… mas obra de arte é também um produto. Obra de arte é o produto do artista e o artesanato é o produto do artesão. Por enquanto sou uma simples consumidora das obras de artes da minhas queridas amigas artesãs. Estou naquele momento de total ignorância: “Craft? Desconheço. Mas já ouvi falar.” Acho que é mais um bom neologismo. Ou craft é a linda Fênix do artesanato? Craft é um artesanato poderoso que ressurgiu das cinzas do artesanato de raiz? Farinha do mesmo saco? Veio para ficar melhor? É isso? Falo que é igual a amor de mãe por cada filho: não existe amor maior por esse ou por aquele, o coração tem espaço vip para todos. Artesão, crafter??? São todos grandes artistas. Cada qual no seu eixo.
22 de abril de 2009 às 3:36 pm
Adoro seu blog, mas, desculpa, tenho uma posição terminantemente contrária ao uso do termo craft!
nada melhor do que o comentário da Rô para mostrar como o termo craft nada representa em nosso país, nossa cultura e língua… quando ela diz qual sua profissão ela necessariamente diz artesã, simplesmente porque crafter nada significa e nada lhe acrescenta.
Esta discussão tem o mesmo fundamento daquele comerciante que acredita agregar valor à sua loja anunciando “sale” quando quer liquidar. Ou seja, é fruto da profunda ignorância do brasileiro quanto ao valor de suas raízes e tradições, para não dizer sua língua. Fruto deste complexo de inferioridade que nos acompanha há séculos e nos faz crer que tudo que é “de primeiro mundo” é melhor… tudo que é em inglês é chic e a grama do vizinho é sempre mais verde…
Se nosso artesanato remete a “peças ultrapassadas, datadas, copiadas ao limite, sem personalidade e sem valor artístico”, talvez seja hora de conhecer o Brasil, nosso povo e nossa cultura pois, como bem lembrou Isabela “o termo “Artesanato”, pra mim ele ainda remete ao tradicional, à cerâmica do Vale do Jequitinhonha, à cerâmica marajoara, à renda de bilro e tantos outros trabalhos lindos que temos pelo Brasil. Aqueles que ainda são passados de pai pra filho, de mestre para o aprendiz, que têm história e valor cultural.”
Viajo muito pelo Brasil e há anos coleciono o artesanato brasileiro e posso dizer com toda segurança e apenas para citar um exemplo: as crocheteiras de minas têm mãos de fada e dão um banho em técnica e criatividade nas meninas que vejo pela internet com suas flores mal acabadas e mal enjambradas.
E de tudo que já vi nas vilas perdidas no interior deste país, concluo que o artesanato genuinamente brasileiro é riquíssimo e faz frente a qualquer artesão do mundo. Nossas bordadeiras e rendeiras são tão boas quanto as francesas!
Com sinceridade, eu já chorei vendo alguns artesãos trabalhando, como quando conheci uma senhora que mora no meio do nada, nos Lençóis Maranhenses, não tem eletricidade, rádio, televisão, revistas, internet… e ainda assim produz obras de arte com palha de buriti e uma velha e gasta agulha de crochê… é preciso andar 4 horas em direção ao nada para encontrá-la, ela é analfabeta, mora em uma tapera com piso de areia, dorme em uma rede que ela mesma teceu e nunca viu um sapato na vida, contudo o que faz é belíssimo!!! E em muito superior ao “craft” ou “artesanato urbano”, simplesmente porque a beleza tem mais de sensibilidade do que cultura e escolaridade…
Esta é a beleza da vida, de nosso país e nossa cultura.
Mas isso é questão para um livro.
Desculpe se fui uma pouco “agressiva”, mas esta discussão realmente me tira do sério.
Lu
22 de abril de 2009 às 4:14 pm
Também sinto uma certa canseira em discutir este assunto, talvez porque na minha cabeça ele esteja resolvido… concordo com a Isabel, Adriana e com a Lu…
Sou uma artesã, que trabalha em série quando o cliente pede, mas que também adora inovar, experimentar formas e coisas diferentes… e não me sinto menos que ninguém por isso…
um abraço
Teresa
22 de abril de 2009 às 5:40 pm
Artesanato:
“peças ultrapassadas, datadas, copiadas ao limite, sem personalidade e sem valor artístico”.
Quem nunca se inspirou, conheceu técnicas, teve vontade de fazer, se aperfeiçoou, inovou, criou em cima, copiando, vendo trabalhos de outros?
Fica aí a pergunta.
Um abraço!
Rosana
22 de abril de 2009 às 6:27 pm
PARABÉNS LUCIANE, É UM BÁLSAMO NA ALMA LER COMENTÁRIOS COMO SEU!!!!!
Rô vc é um encanto com este seu carinho pela SUA ARTE!!!!
Nossa tinha saido daqui hoje de manhã extremamente triste, voltei de novo para ver a situação e, graças a Deus, pessoas pensam assim e, buscam valorizar o que é nosso…e sério Lú vc não foi agressiva, agressivo para mim é ver a desvalorização daquilo que é nosso.
22 de abril de 2009 às 7:57 pm
Respondendo a pergunta do post: sim. artesanato é a mesma coisa que craft.
Craft significa artesanato em inglês.
O que acontece é a mania de achar que tudo que vem de fora (europa, EUA,…) é mais interessante, melhor, mais bonito.
Os brasileiros tem mania de usar palavras em inglês para se valorizarem e isso esta acontecendo com o artesanato na internet. Concordo que há muito artesanato ruim, mal feito por aí, repetitivo, copiado, mas onde não há? É irreal querer que tudo seja novo, lindo e maravilhoso. Como em qualquer área, existe os bons, os mais ou menos e os ruins.
Mais do que os outros, as vezes o próprio artesão acaba se desvalorizando. E claro, encontramos trabalhos artesanais por mixaria, isso porque a pobreza é muito grande no Brasil e muitas pessoas acabam recorrendo ao artesanato para colocar comida na mesa. E uma mãe de família não vai se dar ao luxo de deixar de vender porque alguém, ou um turista chorou no preço, ela vai vender porque precisa.
Cada um sabe o valor que tem e cabe a cada um dar o seu devido valor.
Muita gente está nessa área porque gosta, outras estão porque precisam.
Na minha opinião, o nosso artesanato está muito mais no que fazemos e como agimos do que nos termos que procuramos para descrevê-lo.
Não sei se me fiz entender, mas penso que se há preconceito no nosso meio quem dirá vindo de fora?
Abraços..
Aline
23 de abril de 2009 às 9:15 am
A qualidade da peça produzida não vai ser acrescida de valor usando uma palavra em outra língua, que não acrescenta em nada já que artesanato e craft significa a mesma coisa.
As nossas escolhas determinam e mostram quem somos.
Por mais culta, bem formada, falando várias línguas uma pessoa não deixa de ser quem é.
É só lembrar de Guimarães Rosa. Imensamente culto, dominando várias línguas, sua obra é a essência do brasileiro, portanto universal.
Se a palavra “artesanato” pode vir carregada de elementos pejorativos a culpa não é da palavra em si.
Se a pessoa declara: “Sou músico”. Ele pode ser desde um Naná Vasconcelos a um cantor de axé de letras com uma frase e meia, repetidas a exaustão.
Ser brasileira e ser artesã nem é por ufanismo, é antes de tudo fato.
23 de abril de 2009 às 9:39 am
Bom dia Dani, bom dia meninas!
Ontem li o post e fui dormir pensando nisso.
Certa vez fui a uma palestra do Sebrae com um designer italiano e o assunto era exatamente este o que é artesanato e trabalho manual. Fiquei magoada e decepcionada quando mostrei meus trabalhos e ele comentou que o que eu faço não é artesanato, dizendo que o que difere de artesanato ao trabalho manual e que o primeiro necessariamente tem que possuir as características do local onde ele é produzido… como a cerâmica do Vale do Jequitinhonha.
Se formos ao dicionário não é isso que encontramos e o designer italiano que me perdoe mas eu me considero realmente uma artesã.
Sou artesã e me orgulho disso! Mesmo tendo formação em outra área me identifico como artesã quando me perguntam minha profissão.
Porque escolhi Ana Tuyama craft então?
Por vivermos num mundo globalizado… já vendi para vários outros países que falam inglês ou não. Comecei no flickr e sabemos que o alcance é global, pensando nisso resolvi usar o termo craft na minha marca como forma de identificar o que faço, não só porque poderia soar ser “moderno” ou porque prefiro termos estrangeiros ao nosso português.
É isso!
23 de abril de 2009 às 11:43 am
Não é porque uma palavra anda desgastada que devemos arrumar um substituto em língua extrangeira. Eu acho que dizer “craft” em português tão pedante quando dizer “delivery” para entrega em casa ou “sale” para liquidação.
23 de abril de 2009 às 6:56 pm
Falou e disse Luciene…Vc tirou as palavras de minha boca.
Vamos valorizar o que e nosso e o nosso portugues-brasileiro com certeza com muito orgulho e cheio de altos e baixos.Beijos
23 de abril de 2009 às 10:26 pm
Prezada Dani:
Agradeço por trazer a baila este assunto porém permita-me discordar de sua opinião.
Concordo com as meninas que tão objetiva e claramente defendem ser o artesanato o mesmo que o “craft”.
O artesanato é único e revela toda a riqueza da cultura regional de nosso país.
Questão de etimologia. O artesão produz em caráter doméstico. portanto não em série, e tradicional, o que não significa ultrapassado ou antigo.
E ainda citando nosso glorioso Guimarães Rosa, como já bem o lembrou a Ana: “pão ou pães e questão de opiniães”… o artesanato está em toda parte.
Abraço a todas,
Judy
sempre fã de seus artesanatos ou crats como queira
24 de abril de 2009 às 8:54 am
adorei e concordo em genero, número e grau… Este post me deu até uma clareada, pois fiz umas bolsas e tive muitas dúvidas na hora de precificar. Não quero que meus artigos sejam carézimos, mas também não quero que tenham preços baixos para não virar populaxo e também pq tem o valor do handmade e todo amor e carinho com que as produzo
Obrigada
Beijos
24 de abril de 2009 às 2:36 pm
Interessante… ao ler o post realmente entendi a intenção de suas palavras, mas também entendi alguns comentários de colegas que afirmaram compreender nas duas o mesmo significado.
Acredito que algumas pessoas buscam a similaridade para se encontrar, mas todos querem ter sua identidade, compramos uma roupa que está na vitrine da loja que tem rede em todo o país (às vezes até fora) e logo nos convencemos de que ela compõe o seu estilo, algumas vão ao extremo de só customizar o que vem industrializado e outras de só comprar peças únicas, neste caso a opção me parece depender mais do bolso do que do gosto. Em todo o caso acho fundamental que valorizemos o que se faz, a ‘banalização’ do termo pode significar a ‘banalização’ do resultado de quem faz o trabalho colocando a sua identidade e buscando achar que se identifique com elas.
Abraço a todas!
Também fã de toda a arte feita com as mãos….
24 de abril de 2009 às 11:49 pm
Nossa, o artigo rendeu uma bela discussão…
Entendi a distinção entre os dois tipos de trabalhos, mas não gosto de usar uma palavra em inglês se há um equivalente no nosso idioma. Adoro artesanato desde pequena, é minha paixão, e considero-me artesã sim. Já era artesã quando fazia trabalhos para mim mesma, e continuo artesã fazendo trabalhos para comercializar. E sou artesã quando faço trabalhos únicos, que não são de forma alguma feitos em série.
Acredito que a distinção deve ser entre o ‘artesanato’ (trabalhos bem-feitos e originais) e o ‘artesanato’ (trabalhos feitos para vender baratinho, sem preocupação com a qualidade). Ambos são artesanato, mas o diferencial salta aos olhos…
Concordo com alguns comentários acima, que dizem que nós mesmo acabamos desvalorizando nosso trabalho. É uma mentalidade errada pagar baratinho por uma bolsa de palha se ela é vendida na feirinha em Fortaleza, mas pagar os olhos da cara se a bolsa de palha tiver uma etiqueta chique e for vendida como exclusividade em uma boutique. Entendo que muitos artesãos vendem por necessidade, é a sua subsistência, e fico triste em ver que o trabalho deles, belíssimo, é desvalorizado.
Da mesma forma fico revoltada em ver a tal bolsa na boutique e penso que o artesão que a fez não deve ter recebido nem um décimo do valor da etiqueta. Realmente, nosso mundo tem alguns problemas quanto aos valores…
Mas, como disse a Ana Tuyama, se vendemos para o exterior não há nada de mais em usar a palavra craft, é apenas uma tradução do nosso bom e velho artesanato.
Abração, e parabéns pelo artigo polêmico e interessante!
26 de abril de 2009 às 12:36 pm
Nossa, gente… Isso é assunto para um compêndio… rsrsrs
Sério, cada um com sua opinião, eu não sou totalmente artesã, mas minha mãe é uma figura que parece ter nascido com o artesanato nas veias, mas acaba fazendo mais por necessidade do que pura e simplesmente por arte. E admiro ela por toda garra e empenho na qualidade e na exclusividade do seu trabalho, apesar de buscar muita inspiração em outros trabalhos. Concordo com as meninas que usar palavras (embora isso seja comum, e aconteça com todos em algum momento) estrangeirizadas para denominar algo nosso, querendo atribuir valor por parecer algo mais importante. A valorização deve ser igual, sendo o Craft dos EUA, ou o artesanato do Brasil. Inovador ou não, qualquer um dos dois pode surpreender. E num país como o nosso, realmente fica difícil avaliar quem é o verdadeiro artesão e quem está apenas interessado em fazer modismos. Pronto, falei!
(essa discussão deve ir longe…)
Dani, um beijo grande. Adoro seu trabalho, seja qual for a denominação!!!
12 de junho de 2009 às 9:07 am
A Câmara Municipal de Águeda vai promover a 1ª Feira de Artesanato Urbano, no Largo 1º de Maio, fazendo parte do cartaz cultural do evento Agitágueda.
A 1ª Feira de Artesanato Urbano vai ter lugar aos fins-de-semana, nos dias 4 e 5, 11 e 12, 18 e 19 e 25 e 26 de Julho, ao longo das margens do rio Águeda.
O objectivo desta feira é promover a originalidade, criatividade e dinamismo dos criadores portugueses. Durante o evento serão propostos vários workshops gratuitos relacionados com a temática, abertos a todos os que queiram participar.
Todos os artesãos interessados têm três formas de fazer chegar até nós a sua inscrição: 1) fazer a inscrição na Galeria Municipal; 2) recortar a ficha de inscrição dos jornais e enviá-la devidamente preenchida para: Câmara Municipal de Águeda – A/C 1ª Feira de Artesanato Urbano, Praça do Município, 3754-500 ÁGUEDA, ou entregá-la na Galeria Municipal; 3) descarregar a ficha de inscrição no site da Câmara Municipal de Águeda e depois de preenchida enviar para agitagueda@cm-agueda.pt.
As inscrições são gratuitas.
17 de fevereiro de 2010 às 5:23 pm
Também não gosto de usar estrangeirismos para denominar nada, temos nossa língua e devemos valorizá-la. Só concordo com a autora quando ela diz que artesanato está começando a remeter a peças feitas em série (e muitas vezes feias e mal-acabadas) e vendidas a preço baixo… infelizmente isso tem se tornado comum e as pessoas acabam associando uma coisa a outra… porém, começar a chamar nossos trabalhos (que são feitos com capricho e ficam lindos!) por outro nome, não vai resolver o problema.