A criatividade nossa de cada dia
Dom divino, fruto de esforço e concentração, sorte, persistência… Cada um credita a sua própria criatividade – ou falta dela – a uma causa especÃfica. Seja dom divino ou conquista própria, ser criativo é quase que uma exigência no mundo craft. Fazer algo com as mãos obriga que a gente tenha não só uma habilidade mÃnima, mas também que pense com carinho a respeito do que vai fazer e como vai fazer.
Mas eu sempre gosto de pensar que a habilidade, por maior que seja, nunca vale muito, se não vier sempre junto com uma boa dose de criatividade. Afinal, você pode ser uma crafter de mão cheia, mas se fizer tudo exatamente igual aos outros, é provável que não se destaque no meio da multidão. E pode até ficar frustrada, sem entender por que as pessoas não reconhecem sua capacidade e capricho. E pode também ficar aborrecida, sem entender por que pessoas com menos habilidade acabam tendo mais sucesso.
O segredo pode estar justamente na criatividade. Ter a mente aberta, vontade de aprender e sempre querer inovar são fatores muito importantes quando se quer ser criativo. E, embora não exista uma fórmula mágica que garanta criatividade ilimitada, eu acho que a gente sempre pode estimulá-la.
Às vezes, ela é meio temperamental (como os deuses do Olimpo) e se esconde, só para fazer pirraça. Nessas horas, nada melhor do que esquecer que ela existe. Rapidinho a danada volta, louca para mostrar que estava o tempo ali, escondidinha, só querendo pregar peça.
Se a criatividade tem mesmo algo de divina, não é à toa que precisamos cuidar bem dela. Manter os olhos bem abertos, deixar os preconceitos de lado e buscar coisas novas são atitudes essenciais. Olhos abertos sempre fazem com que a gente veja por detrás das aparências, que perceba detalhes, sutilezas. Que não se prenda pela primeira impressão. E, acima de tudo, olhos bem abertos fazem com que a gente, de repente, perceba algo que ninguém ainda viu, que tenha um insight, que uma luzinha acenda dentro da cabeça.
Deixar os preconceitos de lado é sempre uma tarefa hercúlea – de novo os deuses, sempre eles. Não é fácil para de pensar que chita é um tecido inferior, que tom sobre tom é mais chique do que misturas de cores exóticas, que fazer cursos é imprescindÃvel para aprender, que é preciso ser artista para desenhar e pintar… Nossa, os preconceitos no mundo craft são tantos e tão infundados quantos os que empobrecem o mundo lá fora. Mas, como todos os preconceitos, estão aà justamente para que a gente passe por cima deles e perceba que a diferença, o desconhecido e o novo podem ser oportunidades gigantescas, que vão abrir portas e deixar a vida mais animada.
Buscar o novo também é muito, muito importante para quem não quer ficar parado no tempo, envelhecendo as ideias. Claro que é mais rápido e fácil fazer as coisas sempre do mesmo jeito, comprar nas mesmas lojas e escolher sempre a mesma matéria-prima. Só que, convenhamos, também é muito chato! Quer coisa melhor do que descobrir uma loja nova? E o desafio de começar a trabalhar com um material diferente? Ótimo para despertar a criatividade e para oxigenar o cérebro.
Sim, porque a criatividade não é importante só para crafters profissionais, que ganham a vida com handmade. Ela também é ótima para momentos de lazer, para dias tediosos e para todo mundo que gosta de inventar. A criatividade nossa de cada dia é tão importante na segunda quanto no sábado. Dentro do craft room e na rua… No Natal e na Páscoa…
Para saber mais:
-Eu faço à minha moda
-Feito a mão: com criatividade e originalidade
Tags: craft, criação, criatividade, Feito-a-mão, handmade


6 de abril de 2009 Ã s 6:07 pm
Que texto ótimo!
Este blog é bom demais!
7 de abril de 2009 Ã s 10:35 am
Obrigada, Fernanda!
7 de abril de 2009 Ã s 11:45 am
Gosto muito de seu site. Parabéns!
7 de abril de 2009 Ã s 12:40 pm
Adorei o texto, deixar os preconceitos de lado e abrir a mente é realmente muito importante para ser criativo.
7 de abril de 2009 Ã s 2:31 pm
Texto inspirador!!!
Ainda bem que temos o Banana Craft para estimular nossa criatividade
7 de abril de 2009 Ã s 3:56 pm
falou e disse, dani!
; )
beijo!
8 de abril de 2009 Ã s 12:29 pm
Muito bom o texto, Dani. Não dá pra se fazer artesanato de verdade com preconceitos mesmo, aliás, acho que dá pra estender essa tua colocação pra mais longe até: não se vive plenamente tendo preconceitos.